Nichos de Mercado: divisões do Mercado de Trabalho

Nichos de Mercado: divisões do Mercado de Trabalho

Chamamos de mercado de trabalho o conjunto das diferentes atividades laborais, sejam elas operacionais, estratégicas, de gestão, manual, intelectual, entre outras, que de alguma forma são remunerados (salário, comissionado, por demanda ou projeto, por serviço, por hora trabalhada, com ou sem bonificações).

Historicamente, o mercado de trabalho passou por diversas transformações, desde o período das grandes navegações (entre séculos XV e XVI), movimentos de êxodo rural (migração da população rural para as cidades) e mais especialmente as 3 revoluções industriais: a 1ª (1760-1850),  a 2ª(1850-1945) e a 3ª a partir de 1950 até os dias atuais. Todos estes processos evolutivos geraram impactos na economia, política, modos, costumes e nas formas e organização do trabalho.

DIT – Divisão Internacional do Trabalho

Estes processos revolucionários, em cada um destes períodos históricos,  levaram governos de países a estabelecerem uma divisão de como a distribuição econômico-industrial seria estabelecida, ou seja, como as formas de trabalho e distribuição seriam organizadas de acordo com as necessidades econômicas, políticas e social de cada época. A este processo e política internacional nomeamos de divisão internacional do trabalho.

A imagem abaixo mostra como a DIT revela as etapas evolutivas do capitalismo e quais processos produtivos e de distribuição estavam em evidência em cada período. Estamos hoje vivendo, de 1950 para cá, a 3ª revolução industrial, caracterizada pela revolução tecno-científica-informacional e consolidação do capitalismo financeiro, sob marcos e grande impacto do surgimento da internet, telecomunicações, multinacionais bem como mercados e transações diversas em ambiente puramente online.

Fonte: https://brasilescola.uol.com.br/geografia/divisao-internacional-trabalho-dit.htm 

Do que lá na escola estudamos para cá mudou muita coisa. Aprendemos que o mercado de trabalho era dividido em 3 setores:

  • Setor Primário: relações de trabalho relacionadas à matéria prima (agricultura, pecuária, extrativismo mineral e vegetal);
  • Setor Secundário: relações de trabalho que modificam a matéria prima (indústria, construção civil);
  • Setor Terciário: relações de trabalho interpessoais, ou seja, prestação de serviços em geral (bancos, saúde, educação, trabalhos intelectuais em geral)

Mais recentemente, a partir da década de 90, foi se estruturando e se colocando em evidência, especialmente nesta década última (2010-2020), o chamado quarto setor, que envolve relações de trabalho ligadas ao desenvolvimento socioambiental, sustentabilidade e preservação dos ecossistemas e desenvolvimento populações. Em outras palavras, são empreendedores e organizações que surgiram com objetivo de gerar lucros, fazendo o bem às pessoas, gerando contribuições e transformações positivas para o mundo.

NICHO

Este é outro conceito que também ouvimos falar sobre o mercado de trabalho. Trata-se de segmentações, recortes de um mercado específico. Podemos dizer, assim, que um nicho é uma “fatia” deste “bolo” maior chamado setor.

Para definir um nicho, é importante levar em conta algumas variáveis como as necessidades e interesses comuns de uma população, de determinada faixa etária, localizada numa determinada área. Não se resume a estes critérios, claro, mas o que se sabe é que, quanto mais específico o nicho, quanto mais delimitado, maior facilidade para estruturar um plano de negócios voltado a atender as necessidades deste nicho. E isto certamente impactará em tudo: desenvolvimento, comunicação e promoção da marca, serviços e produtos, alinhados ao máximo ao que este nicho quer, fala, se comporta, sente, age e se interessa.

Mas o que nicho tem a ver com o mercado de trabalho? Simplesmente tudo. Não esqueçamos que empresas, instituições, associações, ong’s, multinacionais, micro, pequeno, grande porte, todas elas estão neste mercado buscando profissionais qualificados para atender suas demandas para melhor atender os clientes dos seus nichos. Ou seja, para que empregos estejam disponíveis, é preciso que haja demanda por serviços, produtos, infraestrutura, matéria prima, cuidados, preservação, manutenção e sustentabilidade (itens relacionados aos 4 setores mais acima vistos). E a demanda está diretamente relacionada ao poder aquisitivo de uma população, ao seu poder de compra, que gera demanda para as empresas  produzirem e ofertarem novos postos de trabalho no mercado, nos diversos nichos, e que volta para esta mesma população em formato de produtos, serviços, soluções, transformações.

Parece confuso, mas é a roda do mercado de trabalho girando a partir dos acontecimentos que impactam na vida de todos nós e gerando movimentos econômicos de retração ou progresso, desemprego ou emprego. Quer maior evento que impactou nesta roda do que a pandemia? Quantas pessoas que perderam seus empregos, quantas empresas que fecharam, pois não suportaram os efeitos da “parada da roda” ainda que parcialmente e por alguns meses.

Por outro lado, quantos nichos de mercado que pouco se falava passaram a estar em evidência? Por acaso você costumava a usar máscara diariamente, sem ser algum profissional ligado às diversas práticas de saúde? Este é só um pequeno exemplo de como toda esta engrenagem sofre impactos de eventos de grande magnitude, como a pandemia, e que leva todos nós a repensar formas de trabalhar, viver, consumir, e, consequentemente, impacta em como moramos, comemos, nos deslocamos, compramos, trabalhamos, nos comunicamos, nos relacionamos, e, consequentemente, na queda ou ascensão de alguns nichos, bem como criação de novos postos de trabalho no mercado.

Enfim, a proposta deste artigo é não somente informar sobre o que é o mercado de trabalho, como se estruturou, as mudanças que ele sofreu ao longo do tempo, mas provocar você a perceber que nenhuma profissão ou área é melhor ou pior que outra. Simplesmente são trabalhos, simplesmente se tratam de algum tipo de atividade laboral remunerada, que gera algum tipo de transformação em formato de produto ou serviço, e pode estar em evidência ou não a depender do momento sócio-econômico-político-histórico.

Se até mesmo o mercado de trabalho passa por mudanças radicais ao longo do tempo, por que você não poderia mudar de profissão, de área ou mesmo buscar novas formas de atuar dentro de uma mesma área? Por que com você ou comigo seria diferente? Pense nisso.

Ah! E para você que quer saber mais a fundo sobre os nichos e áreas de maior destaque em 2021, confere estes 5 links abaixo. Boa leitura, ótima reflexão e aprendizado!

https://www.guiadacarreira.com.br/carreira/cursos-em-alta-2021/

https://www.infomoney.com.br/carreira/mercado-de-trabalho-em-2021-26-profissoes-que-estarao-em-alta-e-os-respectivos-salarios/

https://vocesa.abril.com.br/carreira/as-30-profissoes-em-alta-para-2021/ https://exame.com/carreira/em-busca-de-emprego-veja-as-30-profissoes-em-alta-para-2021/

https://epocanegocios.globo.com/Carreira/noticia/2021/01/conheca-profissoes-que-estarao-em-alta-no-brasil-em-2021-e-os-salarios-de-cada-uma-delas.html

https://midia.com.br/nichos-lucrativos-no-marketing-digital/

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MAMTRA – Programa de Coaching de Realização Pessoal e Profissional
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EQUILÍBRIO DE VIDA: pessoal e profissional

EQUILÍBRIO DE VIDA: pessoal e profissional

Estamos na reta final de mais um ano, ano este que foi de grande turbulência para todos, em virtude da pandemia do COVID-19. Fomos forçados a parar, mudar rotinas, trabalhar de casa, sem falar nos inúmeros impactos relacionados a perdas de muitos entes queridos para muitas famílias, perdas materiais, demissões, fechamentos de empresa, impactos na saúde mental, física, emocional, relacional, financeira, entre muitos outros aspectos.

Muita coisa? Sim, não dá para minimizar ou negar que vivemos muitas situações desafiantes este ano, talvez mais que outros anos, mas que nos convida mais uma vez a repensar na importância do equilíbrio em nossas vidas.

Ouço em muitos atendimentos o quanto machuca, adoece e gera prejuízos à saúde e aos relacionamentos este velho hábito tão validado e reconhecido socialmente de privilegiar o trabalho, de buscar ser “o sucesso”, destacar-se profissionalmente, “ganhar bem”, conquistas materiais, etc. Mas você já parou para pensar que o trabalho faz parte da vida? Que não são vidas distintas como o discurso muitas vezes apresenta?

Em verdade, ser humano envolve desenvolver, aflorar e cultivar 5 dimensões de existência: biológica, psicológica, emocional, social, cultural e espiritual. Mas e o trabalho, onde fica? Ele faz parte deste todo que somos nós, ele é uma forma de expressar quem somos, nossos talentos, habilidades, desenvolver competências, gerar contribuições sociais, realização, senso de pertencimento, sobrevivência, geração de recursos, relacionamento, e muitos outros pontos.

O trabalho não caminha independente da sua vida pessoal. O trabalho faz parte da sua vida e é fundamental esta busca de equilíbrio. Praticar hábitos saudáveis de cuidado com o corpo, mente, espírito, trabalhar com algo que faça sentido e valha o tempo e energia dedicado diariamente, que gere contribuição social e não só pelo dinheiro, vivenciar relacionamentos recíprocos, afetivos, empáticos, respeitosos, autênticos com familiares, amigos, colegas, chefias. Permitir-se descansar, desconectar com momentos de lazer e diversão, socializar-se ainda que por meios virtuais. Aguçar sua curiosidade para aprender continuamente coisas novas, como forma de desabrochar seu potencial continuamente, energizar-se, renovar-se, motivar-se.

Estas ações são apenas alguns exemplos do que se pode ser feito para promover equilíbrio na sua vida. Mas para tanto é preciso ter clareza das suas necessidades, direitos e dos limites realistas, para poder negociar com você mesmo e, consequentemente, partir para negociar com todos à sua volta.

O fato é que trago esta reflexão hoje para você aproveitar esta reta final de 2020 para pensar como anda sua relação com o trabalho e como anda a sua vida como um todo, de modo a aproveitar este momento reflexivo para tomar consciência do seu estado atual, identificar o que precisa fazer de ajustes, mudanças, transformações ou mesmo eliminar para viver com sentido. Então, seguem algumas perguntas para auxiliar você na sua busca de equilíbrio:

  1. Qual o sentido que você quer dar para a sua vida daqui para frente?
  2. Quem você quer ser daqui para frente?
  3. Como tem cuidado das suas 7 saúdes: física, emocional, espiritual, social, intelectual, profissional, financeira?
  4. Quais aprendizados teve neste ano que está acabando?
  5. Quais lições você levará deste ano para viver com mais sentido, saúde integral, senso de realização, satisfação e plenitude?
  6. O que está ao seu alcance ser ajustado, mudar, transformar, eliminar?
  7. Quais impeditivos hoje se apresentam para fazer estes ajustes e mudanças?
  8. O que para você significa bem estar, qualidade de vida? Como implementar isto na sua vida de forma integral e equilibrada?

São 8 perguntas poderosas que certamente se você se propor dedicar um tempo a elas e escrever suas respostas, ainda que não construa um plano de ação estruturado, só de você entrar em contato com estas suas respostas, algo já reverberará e iniciará um movimento em você de prestar mais atenção em como tem vivido sua vida, como são seus hábitos, seus automatismos, suas crenças limitantes, o que suga você, adoece, mas também o que deixa você feliz, leve, pleno, saudável.

Desejo de verdade que você perceba que este exercício é uma forma de autocuidado. Porque só você pode promover estas mudanças na sua vida para viver de forma saudável, com equilíbrio, desfrutando e desabrochando todas as suas dimensões de existência. Esta missão não é possível terceirizar: viver. E já que isso não é possível, outra pessoa viver em seu lugar, aproprie-se da sua existência, busque sentido para ela, faça ela valer a pena, aflore seus potenciais e talentos. As suas maiores contribuição no mundo e para as pessoas à sua volta parte deste gesto de autocuidado. Permita-se viver com equilíbrio!

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COACHING E INTELIGÊNCIA EMOCIONAL

COACHING E INTELIGÊNCIA EMOCIONAL

Se você já esteve aqui neste blog anteriormente, certamente já deve ter visto outros artigos falando como o coaching é uma metodologia de ação e resultado. Ou seja, que provoca você tomar consciência dos seus incômodos no seu estado atual, elencar seus motivos para alcançar um resultado específico, estruturar um plano de ação com os recursos e o que precisa ser feito para alcançá-lo e, por fim, entrar em ação. Hoje vamos falar como podemos utilizar esta metodologia com foco em desenvolver sua inteligência emocional e como colocar em prática ferramentas para melhor lidar com suas emoções.

Inteligência Emocional: o que é

Daniel Goleman, psicólogo e jornalista, cunhou pela primeira vez o termo inteligência emocional ao lançar seu livro de mesmo nome em 1995, após anos de pesquisas sobre o comportamento humano. Ele define inteligência emocional como a “capacidade que um indivíduo tem de identificar os seus próprios sentimentos e os dos outros, de nos motivarmos e gerir os impulsos dentro de nós e em nossos relacionamentos” (GOLEMAN, 1995).

Diz respeito ao modo como lidamos com as nossas emoções e com as das pessoas próximas e como direcionamos ações e decisões ao lidar com elas.

As habilidades que envolvem a Inteligência Emocional são aprendidas, ou seja, não nascemos com estas habilidades inatas, mas sim com o potencial para desenvolvê-las a partir das relações que estabelecemos com nós mesmos (eu x eu) com os outros (eu x outro) e como percebemos e nos posicionamos no mundo (eu x mundo). Aprendemos e treinamos com a prática da auto-observação e a cada interação com outras pessoas.

Saber como agir em momentos de dificuldade e melhorar os relacionamentos interpessoais depende de como os pensamentos, os sentimentos e as atitudes são gerenciados.

A IE impacta diretamente e de forma positiva na nossa saúde física e mental, na expressão de todas as nossas dimensões de vida (biológica, psicológica, social, cultural, espiritual), na qualidade dos nossos relacionamentos, bem como no nosso sucesso profissional.

Pilares da IE:

São 5 pilares da inteligência emocional. Para que você consiga colocar em prática, é fundamental desenvolver e contemplar todos os 5:

AUTOCONSCIÊNCIA: conhecer seu perfil comportamental (temperamento, traços de personalidade, atitudes, comportamentos, habilidades), nomear suas emoções (o quê?), compreender como as emoções acontecem em você (como?), motivos, situações ou gatilhos que contribuem para a sua experiência emocional (por quê?), entender suas necessidades emocionais (para que? o que necessito?), como expressar de forma assertiva, estratégias de enfrentamento e tomada de decisão

AUTOCONTROLE: autorregulação emocional, controle de impulsos e expressão, adaptação, resiliência

IE não se trata de anular, abafar, reprimir suas emoções, mas sim permitir-se sentir e buscar entender o que você está sentindo, ou seja, qual o papel, qual a função que esta emoção está exercendo por você e qual ou quais necessidades emocionais e direitos estão envolvidos nesta experiência emocional.

Quanto falamos de autocontrole, estamos sinalizando a importância de não agir dominado pela emoção. A IE propõe entender as emoções para gerenciar sua expressão e experiência emocional, incluindo aceitar as próprias emoções, compreender porque elas estão acontecendo no momento, aceitar os próprios limites e buscar a melhor estratégia de enfrentamento e de resolução de problema.

Um ponto importante é que, do mesmo modo que é possível sentir, nomear e entender emoções desagradáveis ou difíceis como a raiva, tristeza, nojo, é possível estimular o sentir, nomear e promover as emoções agradáveis ou positivas, de modo que elas auxiliem você a perceber o que faz bem, o que proporciona felicidade, plenitude, realização e direcionar seu poder de ação para escolhas saudáveis, assertivas viver uma vida com sentido.

Outro ponto fundamental é perceber que não é possível deixar se sentir ou mudar as suas emoções, mas sim mudar a reação que você tem a partir delas. Permitir-se sentir é o primeiro passo para a tomada de consciência e compreensão do que motivou aquela emoção e porque ela está acontecendo. E é a partir do entendimento da sua experiência emocional que você terá condições de escolher como agir de forma mais assertiva.

Quando você não se permite sentir, normalmente você coloca em prática alguma estratégia evitativa, que somente negará o que está acontecendo, tanto emocionalmente como o problema em questão, postergando a tomada de consciência, não focando na resolução. Isto pode acarretar em impactos nos seus relacionamentos, nos seus resultados, nos seus negócios.

MOTIVAÇÃO: motivação intrínseca(seus motivos para entrar em ação) ou aptidão mestra, motivação extrínseca (motivação a partir do contexto e interações, que vem dos outros), orientação para realização, solução de problemas e resultados

Ao analisar sua trajetória de realizações e fracassos, pessoas que tem IE alta identificam que erros, falhas e fracassos se deram por algum fator interno seu e por este motivo podem modificar, ajustar, aprimorar, supera. Estas pessoas apresentam autorresponsabilidade, isto é, responsabilizam-se por seus erros, não terceirizam problemas, não culpabilizam outras pessoas, perguntam-se o que podem fazer a partir desta falha, focam na solução, buscam aprimorar praticando a melhoria contínua e superação.

Outro fator importante é o flow ou estado de fluxo. Ele acontece quando você está envolvido em alguma atividade estimulante, que motive você, utilizando seus talentos e interesses,  gerando uma experiência emocional agradável, com foco, energia, presença, de modo que você perde a noção do tempo por estar fluindo, sem se conectar com eventuais distrações. Pessoas com alto IE costumam entrar em flow de forma frequente e isto impacta diretamente e de forma positiva no seu humor, energia, disposição, satisfação e realização.

EMPATIA: é a habilidade de reconhecer a experiência emocional do outro, a partir da escuta ativa e presença. É a compreensão das emoções do outro, entendimento de suas necessidades emocionais e como ele expressa. É buscar compreender as motivações do outro, como ele deseja ser ajudado, orientado, apoiado, considerar o lugar e ponto de vista do outro, quais suas expectativas x realidade, consciência do todo e da melhor solução para melhor atender com os recursos disponíveis no momento.

HABILIDADES SOCIAIS: diz respeito à qualidade das relações, e como você executa habilidades sociais como influenciar, persuadir, mediar conflitos, trabalhar em equipe, liderar, desenvolver, treinar, aprimorar.

Para que serve a IE:

Mais do que controlar emoções, o objetivo da IE é agir com inteligência no entendimento, regulação e canalização das emoções.

Ela ajuda você a acolher suas vulnerabilidades, compreender suas emoções, o que as motivam, qual função e/ou papel elas estão exercendo para você naquele momento.

Ajuda você reconhecer e compreender seus medos e inseguranças, de modo a estruturar estratégias para lidar com eles e superá-los progressivamente.

Viabiliza a tomada de consciência de hábitos nocivos e crenças limitantes, provoca reflexão e ativa seu poder de ação para eliminá-los, construir e fortalecer novos hábitos saudáveis e crenças fortalecedoras.

Permite você ativar e colocar em prática seu potencial, a partir do continuado processo de autoconhecimento e melhoria contínua.

Ajuda você acolher, respeitar e compreender as vulnerabilidades, emoções e necessidades dos outros, praticar a empatia, escuta ativa, melhorando a qualidade dos seus relacionamentos.

Auxilia no aprimoramento da sua comunicação, expressão de emoções e ideias, posicionamento, influenciar positivamente as pessoas, persuadir, vender e entregar o seu melhor alinhado com o que os outros necessitam e solicitam a você.

Faz você ser um líder melhor, desenvolver sua capacidade de gerir pessoas atento às necessidades e perfis de todos do time, incentivando, inspirando, orientando e dando os imputs e recursos necessários de acordo com o que cada pessoa necessita. Isto aumenta o envolvimento, participação ativa, engajamento, comprometimento e responsabilidade de todos nas entregas de resultados, melhoria contínua e alcance de objetivos do time colocando o que cada pessoa tem de melhor em ação.

Ferramentas para lidar com as emoções

Nesta sessão, listo abaixo algumas ferramentas que auxiliam você a lidar com as emoções para aprimorar sua inteligência emocional:

  • RESPIRAÇÃO: pratique a respiração diafragmática de forma lenta, mas sem sufocar, na necessidade do seu organismo, concentrando todo o seu foco apenas em acompanhar e observar o inspirar e expirar. É um excelente exercício de atenção plena, desconexão de preocupações e emoções desagradáveis, bem como de auto-observação e autoconhecimento.
  • MEDITAÇÃO e MINDFULLNESS: existem vários tipos de meditação e exercícios de mindfullness (atenção plena) disponíveis em diversos canais (youtube) e apps. As meditações guiadas e meditações ativa (em forma de movimentos) são excelentes exercícios para colocar-se no presente, treinar a respiração, bem como trabalhar autoconhecimento, respeito ao tempo do seu organismo e superação.
  • DIÁLOGO INTERNO SAUDÁVEL: buscando compreender suas emoções, quais funções e papéis elas estão exercendo, o que necessita no momento, quais soluções possíveis, quais estratégias mais assertivas e saudáveis.
  • ATIVIDADE FÍSICA: para eliminar tensões, estresse, faça caminhada ou outras práticas esportivas que ajudem você extravasar emoções desagradáveis e tensões, assim como proporcionar liberação de hormônios de prazer, sentir sensação de bem estar e equilíbrio.
  • HOBBIE: pratique atividades que estimulem sua criatividade, colocar em prática interesses e habilidades de forma prazerosa e que levem você a vivenciar o estado de flow.
  • NADISMO: permitir-se momentos “offline”, momentos de relaxamento, descanso, de nada fazer, de vazio. Eles são excelentes estratégias para desconectar da rotina, gerar espaço mental para novas ideias assim como recarregar o corpo energeticamente.
  • QUEBRE A ROTINA: mude de postura após longos períodos numa posição, alongue o corpo,  troque de tarefa, crie distrações saudáveis, pausas ao longo do dia,  promova lazer, descanso, de forma a desconectar para reconectar. São estratégias que otimizam sua recuperação energética e mudança de padrão emocional.
  • ORGANIZAÇÃO: procure limpar, organizar seu ambiente, tanto em casa como no trabalho. Isso proporciona também organização mental de ideias, sensação de bem estar, acolhimento, equilíbrio, ordem que facilitará sua produtividade com leveza.
  • LINGUAGEM CORPORAL: preste atenção na linguagem do seu corpo assim como das pessoas à sua volta. Escute atentamente e com interesse, valorizando a opinião dos outros assim como a própria. Escute genuinamente e sem respostas prévias já pensadas. Coloque-se aberto e não na defensiva. Responda somente no seu momento de fala, sem interromper o outro. Esteja de mente limpa e aberta para exercitar a observação e escuta plenas.

Quer saber mais sobre Inteligência Emocional? Então deixo para você estas dicas de leituras para seu aprofundamento:

  1. Brown, Bené. A coragem de ser imperfeito. Sextante. 2016.
  2. David, Susan Phd. Florescer. Agilidade emocional. Cultrix, 2018.
  3. Goleman, D. Inteligência Emocional. A teoria revolucionária que define o que é ser inteligente. Rio de Janeiro: Objetiva, Tradução revista em 2001 do original  1995.
  4. Santos, Alexandre H. O poder de uma boa conversa. São Paulo- SP.Editora Vozes. 2017.
  5. SiamarPalestra Inteligência Emocional. Daniel Goleman. DVD 70 min. 2011.
  6. Weisinger, Hendrie. Inteligência Emocional no Trabalho. Rio de Janeiro: Objetiva, 1997.
  7. Marshal, Rosenberg. Comunicação não-violenta. Técnicas para aprimorar relacionamentos pessoais e profissionais.  Ágora; São Paulo, SP. 2006.
  8. Miranda, Roberto Lira. Comunicação não-violenta. Além da Inteligência Emocional.  Campus; São Paulo, SP. 1997.
  1. Sellingan, Martin E. P. Florescer. Uma nova compreensão sobre a natureza da felicidade e do bem-estar. Rio de Janeiro, RJ: Objetiva, 2012.

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MINDSET ESCASSEZ

MINDSET ESCASSEZ

Você costuma se preocupar frequentemente que faltará suprimentos para você e sua família? Que ganha pouco e que é preciso trabalhar muito para ser bem remunerado? Você tem pensamentos frequentes de que algo de pior possa acontecer e que ativam o seu medo de perder pessoas importantes, dinheiro, coisas que para você tem um valor? Tem hábito de estocar alimentos, objetos para que não falte? Tem medo de perder seu emprego, de falir, de não ter rendimentos suficientes para pagar seus compromissos e ter uma vida próspera? Reflita como está a qualidade dos seus pensamentos e comportamentos, eles falam do seu mindset, ou seja, como sua mentalidade está estruturada.

Escolhi hoje fazer esta reflexão com você, por perceber o quanto o medo está ativado de forma intensificada em muitas pessoas, especialmente neste momento de pandemia. Um dos pensamentos que mais tenho ouvido nas sessões de psicoterapia e coaching é: “E se não der certo? E se eu tiver que começar tudo de novo?”

Todas estas perguntas propostas estão revelando o mindset de escassez. E o que isso significa? Significa que o seu “farol” está direcionado para o que pode acontecer de pior, a falta, o medo, riscos, perdas. E isto ativa todo o seu sistema para permanecer em estado de hipervigilância, em alerta constante, de modo a evitar que tudo isso aconteça.

Alguns comportamentos são bastante presentes no mindset de escassez: paralisar frente às situações e problemas, consumo para estocar coisas para que não falte, gastar sem poupar porque a vida pode acabar no próximo momento ou porque não se sente digno, merecedor, capaz de construir uma vida próspera.

O mindset de escassez não tem consciência do todo, das infinitas possibilidades, é unidirecional, individualista, negativista. Está presente em pessoas focadas nas dificuldades, nos problemas. Comportamentos de resistência, compulsividade, estado de alerta constante, ansiedade, medo, preocupação excessiva com o fracasso, com o falhar, o errar como o fim de tudo, competição, comparações, são exemplos desta mentalidade focada na escassez, de que não haverá espaço nem suprimentos para todos, e que os problemas são o fim, o pior de tudo, não conseguindo enxerga-los como oportunidades para criar novas ideias, inovar, muito menos focar na resolução de problemas e ver os erros e falhas como etapas de um processo evolutivo.

Pessoas com mindset de escassez preocupam-se excessivamente em ser avaliados, rejeitados, demitidos, criticados negativamente, por preocupar-se com frequência e de forma intensa com a possibilidade de errar, fracassar, perder, ser excluído. Sentem-se vigiadas o tempo todo e direcionam toda a energia para evitar o pior, ao invés de buscar novas e melhores possibilidades, soluções, criações e conexões.

O mindset de escassez faz você ter medo do novo, medo da mudança, enxergar a oportunidade como obstáculo, apegando-se à zona de conforto, ainda que ela não seja nada confortável, mas pelo simples fato de ser conhecida para você, estar habituado com o que acontece nela, conhecer e saber como lidar, com uma série de automatismos, resistindo a novos aprendizados, expansão de sua consciência, de suas habilidades e conhecimentos, resistindo, assim, ao seu desenvolvimento, progresso, melhoria contínua, à abundância, a ativação do seu potencial infinito, à mudança, às transformações.

Já parou para pensar: “E se der certo?” Pois é, pode dar muito certo, muito diferente, melhor ou maior do que você imaginava. Mas é preciso se permitir, se abrir para o novo, abraçar as falhas e erros como oportunidades para novos começos diferentes, buscar ajuda para ampliar a reflexão e compartilhar ideias e soluções.

Se você se identificou com alguma passagem deste texto, convido você a ampliar sua reflexão e saber mais sobre o Mindset de Crescimento ou de aprendizado. Vou aproveitar e deixar algumas sugestões de conteúdo para que possa saber mais. Ah, e mais uma dica: faça terapia, faça coaching, participe de cursos de autoconhecimento e desenvolvimento pessoal, mentorias. Ou seja, tudo o que possa servir para você de ferramenta para sua flexibilização e ressignificação cognitiva para promover sua mudança de mentalidade e viver de forma plena, com sentido e felicidade.

 

https://www.youtube.com/watch?v=epN6elf4otU

https://www.youtube.com/watch?v=VqipaMrttps&t=25s

https://www.youtube.com/watch?v=pa-KZdDRcWA

https://www.youtube.com/watch?v=H9CdT5cFRnI

https://www.youtube.com/watch?v=qZyDpIonMBM

https://www.youtube.com/watch?v=ai_RP-C1qBI

https://www.youtube.com/watch?v=uONp5_cy9cs

https://www.amazon.com.br/Mindset-Carol-S-Dweck/dp/8547000240

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O poder do PERDÃO

O poder do PERDÃO

Perdoar diz respeito à remissão de culpa, livrar-se de um arrependimento, erro, falha, ofensa que alguém tenha cometido, ou seja, você pode ter falhado com alguém, ou uma pessoa pode ter traído, desrespeitado você, ou mesmo você decepcionou a si mesmo. O perdão acontece quando dores e angústias relacionadas à situação experienciada são superadas pelos envolvidos.

Segundo o neurocientista Pedro Calabrez, o perdão não é sinônimo de simplesmente esquecer uma situação, acreditando que não terá mais registros daquela memória, que é possível deletá-la do seu cérebro. Não diz respeito ao outro, mas sim da nossa capacidade de seguir em frente. Envolve compreender, reconhecer que houve um sofrimento a partir do acontecimento e aceitação do que houve. Envolve escolhas do que você fará a com o que aconteceu para virar a página da vida e levar os aprendizados que a situação gerou

Trata-se, assim, de um processo de cura de uma ferida emocional que promoveu mal estar psicoemocional. Este processo leva tempo para ser superado, assim como uma cicatriz e recuperação de uma dor física, e por este motivo exige respeito a este tempo.

Por essa definição, podemos entender que perdoar tem um poder de libertar, liberar-se emocionalmente de mágoas, sentimentos negativos, angústias, raiva, ressentimentos, entre outras questões emocionais que envolvam frustração, o aspecto punitivo, crítico, ou julgamento (moral ou ético).

A intensidade destas experiências (emoções e sentimentos) e a duração de permanência delas vivas em nós varia a depender do quanto nos afetamos e do como experienciamos estes acontecimentos, emoções envolvidas e processos avaliativos.

Perdoar alguém

Muitas vezes, passamos por situações difíceis por alguém ter feito ou dito algo para nós que nos levou a sentir decepção, frustração, raiva, tristeza ou mágoa. Estas experiências emocionais revelam algo sobre nós: como nos sentimos. Se fomos desrespeitados em algum direito, se alguma necessidade emocional não foi atendida,  se fomos injustiçados, maltratados, negligenciados, trapaceados, discriminados, ignorados, excluídos, prejudicados a partir da ação ou fala do outro, ou mesmo a partir de um acontecimento.

Ou seja, para perdoar, é preciso tomar consciência e reconhecer quais necessidades emocionais e direitos foram desrespeitados e o que será feito daqui para frente para ressignificar esta relação de forma saudável, diferente, respeitando as necessidades e direitos de ambos, e seguir em frente na jornada levando estes aprendizados positivos, permitindo-se se abrir para novas experiências.

Perdoar a si

Quando falamos de perdoar a si mesmo, falamos de autoperdão. Perdoar-se significa então libertar-se de culpas e arrependimentos que você sinta por algo que tenha feito a si mesmo ou a outra(s) pessoa(s) e que tenha entendido não ter sido a melhor solução, escolha, decisão, não ter sido justo, respeitoso, ou mesmo ter machucado, magoado ou ultrapassado os limites consigo mesmo ou com alguém.

Esta ação é super importante como estratégia de cura e liberação emocional, porque quando não nos perdoamos ficamos presos às situações passadas, que não temos mais poder de ação de modificá-las, já que não é possível mudar o passado.

A pessoa que não exercita o perdão permanece ruminando pensamentos relacionados à situação, normalmente com pensamentos que recriam o cenário buscando outros desfechos, mas que emocionalmente leva à reatualização constante das emoções desagradáveis, da mágoa, arrependimento e culpas envolvidas na situação. O corpo revivencia toda a avalanche emocional a cada vez que se volta àquela situação. Este movimento psíquico e emocional contribui para potencializar quadros de ansiedade e mesmo de depressão, por este aprisionamento autoimposto pelo sujeito em situações passadas.

Assim, o autoperdão é este movimento de liberação emocional, de libertar-se das culpas e arrependimentos que surgiram em situações difíceis que pertencem ao passado e buscar novos sentidos a partir do que aconteceu. Perdoar-se é entender, compreender que houve uma dor, um sofrimento pelo que você fez, mas também incluir que você foi o que poderia ter sido naquele momento, que também é tão humano quanto outras pessoas, passível de erros, falhas. É aceitar que, além de forças pessoais, também tem fraquezas, vulnerabilidades, e que pode seguir em frente e fazer diferente, ressignificar relações a partir das experiências vividas.

Considerações finais

É importante lembrar que faz parte da condição humana o aspecto da imperfeição, e isso envolve ter consciência de que estamos sujeitos a cometer falhas, imprudências, prejuízos, perdas, tanto no aspecto material como subjetivo.

Somos humanos e por assim sermos, estamos sujeitos a tomar decisões não assertivas, escolher caminhos com consequências desagradáveis ou de alto impacto, enfim, podemos falhar em algum momento da nossa caminhada, assim como o outro pode vir a nos decepcionar de alguma forma, pelo fato de ser tão humano quanto nós, estar nesta mesma condição e sob os mesmos direitos universais.

O fato é que aprendemos com todas as experiências que vivemos, erros e acertos. Sabemos que falhamos ou que fomos bem sucedidos numa ação, numa escolha, a depender das consequências envolvidas.

É importante reconhecermos nossas responsabilidades diante delas, fazer o que precisa ser feito, ajustar as melhorias possíveis, mas também levar em conta que somos o que podemos ser a cada momento.

Não perdoar alguém, assim como não perdoar a si mesmo, envolve permanecer na dor, no julgamento, na tensão, na ansiedade, na dura crítica ou mesmo na punição. Esta é uma escolha que faz a pessoa paralisar, ficar presa ao passado, ao que poderia ter sido, e, consequentemente, ter dificuldades para seguir em frente, para se permitir fazer diferente em outras e novas situações.

Perdoar, assim, é necessário para libertar a si mesmo e o outro de dores, ressentimentos, de histórias passadas para seguir em frente. É permitir-se acolher e aceitar as vulnerabilidades, entendendo que elas fazem parte da nossa condição humana, existencial. É se abrir para novas oportunidades, aprendizados, novos sentidos, ressignificar. É praticar a melhoria contínua na arte de ser, viver, relacionar, agir, realizar.

Para saber mais: https://www.youtube.com/watch?v=JH5X4vUMkCg

Santiago, Adriana – O Poder Terapêutico do Perdão. Teoria, Prática e Aplicabilidade do Perdão com Base Científica na Psicologia Positiva. Ed Sinopsys

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CONFLITO: como fazer gestão de conflitos

CONFLITO: como fazer gestão de conflitos

Gestão de conflitos é um daqueles assuntos que interessa a todos exatamente porque  todos nós vivenciamos. Imaginar ou desejar uma vida sem conflitos é simplesmente irreal, ilusão. E como estamos em tempos de pandemia, resolvi escrever sobre este assunto: em casa ou no trabalho, como fazer gestão de conflitos?

O QUE É CONFLITO?

Segundo Berg (2012), a palavra conflito vem do latim conflictus, que significa choque entre duas coisas, embate de pessoas, ou grupos opostos que lutam entre si, ou seja, é um embate entre duas forças contrárias.

Quando falamos de conflito, ou estamos vivenciando ele, percebemos, assim, que existem dimensões antagônicas que o configuram. Sejam antagonismos internos (EU X EU), sejam antagonismos externos (EU X OUTRO ou EU X MUNDO).

Estes antagonismos geram tensão porque eles se contrapõem e criam uma situação dilemática, ou seja, um ponto de estresse, desacordo, discordância, divergência, em que interesses, necessidades e/ou direitos se apresentam desrespeitados, desconsiderados e/ou ameaçados.

MAPEANDO CONFLITOS

Por exemplo: quando vivenciamos um conflito interno (EU X EU), podemos experienciar uma vontade de mudar algo em nós, transformar, realizar algo diferente que se contrapõe ao movimento interno de resistência em permanecer na zona de conforto, no que já é conhecido para nós, no que já sabemos lidar até aqui. O conflito, neste caso, se dá na tensão entre mudar X permanecer, ou seja, direcionar forças para fazer diferente, ou continuar no automatismo, no estático, no que já é conhecido.

Agora vamos pensar num exemplo EU X OUTRO, que muitos devem estar vivenciando neste momento de distanciamento social, por não estarmos acostumados a ficar 24hs com nossos familiares, parceiros, filhos, colegas de moradia, bem como muitos também não estavam acostumados ao home-office (teletrabalho). Foque neste momento em alguma situação de conflito com 1 pessoa que você tenha vivenciado ao longo desta quarentena ou esteja vivenciando neste momento com alguém, seja em casa ou parte da sua equipe no seu trabalho.

Faça-se as seguintes perguntas:

  • Qual foi o estopim da situação? O que exatamente deflagrou o conflito?
  • Qual ou quais pontos estavam sendo reivindicados por você e pelo outro? O que se mostra divergente entre estas reivindicações?
  • Alguém cedeu ou está disposto a ceder, flexibilizar?
  • O que significa ceder / flexibilizar para você? E para o outro?
  • Qual ou quais motivos estão por trás da manutenção do conflito? E da busca de resolução?
  • O que preciso aceitar para seguir rumo à resolução? E o outro?
  • Quero resolver efetivamente ou quero ganhar nesta situação X o outro?

Talvez neste exato momento você esteja pensando “mas Lilah, sinceramente, na hora que a coisa está pegando fogo eu não penso nestas perguntas!”. Sim, super acredito. Mas a questão é: e quando você se distancia momentaneamente minimamente do conflito? E quando você consegue estar presente e prestar atenção efetiva no que está acontecendo, mesmo que o outro não esteja fazendo isso? O que você faz com tudo isso?

Estas perguntas propostas acima são exatamente para serem praticadas neste momento de distanciamento momentâneo ou suspensão temporária do conflito, ou seja, nos momentos que o conflito ainda não foi resolvido, gerando espaço de reflexão e busca de soluções.

Agora pensando numa situação exemplo EU x MUNDO, ou seja você na comunidade, você parte do mundo x problema real (exemplo: pandemia COVID-19). Como que você poderia trazer estas perguntas para gerenciar o conflito seu X contexto? Confira algumas possibilidades abaixo:

  • Qual foi o estopim da situação? O que de fato está acontecendo e gerando o conflito?
  • Qual ou quais pessoas estão envolvidas no conflito/situação?
  • Qual ou quais pontos estão sendo reivindicados? O que se mostra divergente entre estas reivindicações x contexto/situação?
  • Você tem poder de ação frente ao contexto? O que você pode fazer para gerenciar este conflito/situação da melhor forma?
  • Quais vantagens e desvantagens em resistir, negar, contrariar o contexto?
  • Quais vantagens e desvantagens em ceder, flexibilizar, aceitar o contexto?
  • Qual ou quais alternativas envolvem mais vantagens e benefícios a todos os envolvidos x contexto/situação?
  • O que preciso aceitar para seguir rumo à resolução? E os outros?

GESTÃO DE CONFLITOS

A questão é que ouvimos muito a seguinte frase: “odeio deixar as coisas em aberto, odeio esperar, odeio deixar um problema sem solução.” De fato, quando temos um conflito em andamento, ou uma questão em aberto, vivenciamos emoções as mais diversas, inclusive desagradáveis. Mas estamos acostumados e somos incentivados por nossa sociedade a sermos resolutos, a entender que tomar decisões precisam ser rápidas e de preferência imediatas. Porém esquecemos que quando fazemos isso o tempo todo, deixarmos de prestar atenção noutras possibilidades, nas reais necessidades envolvidas em cada situação dilemática, e que tomadas de decisões e solução de problemas podem ser construídas ao longo do processo.

A proposta deste artigo de hoje foi ampliar nossa reflexão sobre gestão de conflitos. De lembrar-nos que solucionar ou gerenciar conflitos vai muito além de evitar novos, ou de solucioná-lo rapidamente, muitas vezes buscando apenas “nos livrar” dele.

Gerenciar conflitos envolve:

  • Entrar em contato com os interesses, necessidades, direitos dos envolvidos;
  • Questionar se o conflito em questão é relevante e qual grau de impacto;
  • Identificar oportunidades e ameaças que a situação apresenta;
  • Identificar e reconhecer o grau de poder de ação dos envolvidos x contexto (“o que está ao meu alcance para agir, fazer, resolver e superar este problema?”)
  • Aguçar a curiosidade e pensar criativamente;
  • Construir alternativas para a resolução do conflito, de preferência contemplando máximo benefício e menor impacto a todos envolvidos;
  • Lembrar que mudanças e transformações são impulsionadas pelos conflitos e sempre promovem aprendizados a todos os envolvidos que estejam abertos para eles.

Para saber mais:

BERG, Ernesto Artur. Administração de conflitos: abordagens práticas para o dia a dia. 1. ed. Curitiba: Juruá, 2012.

https://www.rhportal.com.br/artigos-rh/conflitos-transformando-em-oportunidades/

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TRABALHO E FAMÍLIA: como conciliar em tempos de pandemia

TRABALHO E FAMÍLIA: como conciliar em tempos de pandemia

Todos fomos levados a colocar em prática o distanciamento social como uma das estratégias de combate ao corona vírus, de conter a curva de propagação do vírus, proteger-nos e proteger nossos familiares, assim como não colapsar o sistema de saúde. Todos tivemos de ficar em casa sem previsão, e com isto vieram muitos desafios , dentre eles o conciliar do trabalho com os cuidados com a família. Para ajudar neste desafio, deixo aqui 4 dicas para você:

  • TAREFAS DOMÉSTICAS: procure envolver todos os familiares que estejam em plenas condições de saúde nos cuidados com a casa e tarefas domésticas. Quando fazemos juntos, dividindo as tarefas, dedicamos menor tempo e ninguém fica sobrecarregado sozinho. As crianças também podem ajudar em algumas tarefas apropriadas para sua faixa etária, é uma forma de educa-las sobre a importância da organização, responsabilidades, e elas se sentirem participantes ativas;
  • TRABALHO: exigir-se ter a mesma rotina que você tinha quando no escritório, empresa, ou outro trabalho que você fazia antes fora de casa é simplesmente irreal. O contexto mudou, a rotina é outra, os recursos não são os mesmos. Então procure dividir sem tempo entendendo que o trabalho é parte do seu dia e não a única e mais importante atividade a dedicar seu tempo. Cuidar de si e da sua família é muito importante e demanda tempo. Procure distribuir suas atividades profissionais ao longo da semana e combine com eles qual horário você focará nele e que não poderá ser interrompido com distrações;
  • ROTINA PARA TODOS: procure negociar com todos os envolvidos como será a rotina da família, bem como as individuais, incluindo as crianças. Quais tarefas precisam ser cumpridas, horário das refeições, quem sairá se necessário for, horários para dormir, refeições, atividade física e incluir tempo para lazer, descanso, diversão juntos. É preciso manter corpo, mente e espírito saudáveis para atravessar esta jornada da melhor forma possível;
  • APOIO, ESCUTA, ACOLHIMENTO, COMPAIXÃO: todos neste contexto estão expostos a alto grau de estresse com as mudanças de rotina, preocupação extrema com a saúde e preservação, o que nos faz vivenciar muitas experiências psicoemocionais, mudanças de humor súbitas, mudanças comportamentais. É preciso que todos se apoiem, compartilhem as vulnerabilidades, peçam e ofereçam ajuda e acolham os momentos de fragilidade uns dos outros. Apoio, escuta e pertencimento é fundamental para fortalecer a resiliência individual e do núcleo familiar.

Estas dicas foram pensadas para otimizar o dia a dia da família como um todo, entendendo que todos são corresponsáveis pelo lar, pelo bem estar e qualidade de vida do coletivo em domicílio. É fundamental aceitar o contexto que estamos vivendo e nos colocarmos abertos a buscar as melhores soluções ao alcance, ainda que temporárias frente ao contexto maior de incertezas.

Agora é hora mais do que nunca de pensarmos no todo, no que é melhor considerando todos os envolvidos e não focar nos interesses individuais para não sobrecarregar ninguém, muito menos gerar conflitos familiares desnecessários, quando já estamos diante de tantos outros problemas tão mais relevantes que nos exigem diariamente muita energia, discernimento, disciplina e aceitação para encarar o contexto macro. Vamos focar no que realmente importa neste momento. Desejo boa sorte e sabedoria a você e sua família para colocar em prática estas dicas e promoverem juntos um ambiente mais saudável e colaborativo para atravessar esta pandemia com os menores impactos.

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MECANISMOS DE ENFRENTAMENTO

MECANISMOS DE ENFRENTAMENTO

Neste contexto de isolamento social, é fato que todos estão sentindo diversas emoções, pensamentos e comportamentos, conhecidos ou desconhecidos até então, fruto de uma mudança busca de rotina, limitação de liberdade de ir e vir, assim como de suspensão temporária do contato social presencial. Daí vem a pergunta: mas de onde surge tudo isso? Por este motivo, vamos falar hoje sobre mecanismos de enfrentamento.

CONTEXTO

Estamos num contexto com diversos elementos estressores. Temos que ficar em casa para nos protegermos frente a uma ameaça real que impacta diariamente no mundo inteiro: a possibilidade de ser infectado pelo COVID-19, de enfrentar uma síndrome respiratória aguda de alto impacto no organismo, rápida evolução e que tem levado milhares de pessoas ao adoecimento e à morte.

Deparamo-nos diariamente com este fato. Ainda que conhecida desde sempre, a perspectiva da morte, até esta mudança abrupta e ameaçadora de contexto, talvez muitos de nós não lidávamos com esta perspectiva de forma tão próxima e tão presente no cotidiano.

Este fato revela o quanto nós seres humanos temos dificuldade de lidar com a finitude, e com isso muitos comportamentos, emoções e pensamentos os mais variados são ativados, de forma particular em cada um, em diferentes dias, em diferentes momentos do nosso isolamento social.

Além deste primeiro ponto abordado, uma enxurrada de informações 24 horas por dia são veiculadas nos telejornais, na internet, nas redes sociais, veiculando notícias sobre a velocidade de ação da pandemia do COVID-19 no mundo inteiro, revelando incertezas, o não saber lidar com este contexto em escala global, o não conhecimento prévio científico, coletivo e individual para lidar com tamanha ameaça a vida, a não existência prévia de uma vacina, de um tratamento para combater o coronavirus, trazendo à tona a vulnerabilidade de nossa condição humana em escala global.

Vemos diariamente lideranças e cientistas sinalizando estas vulnerabilidades, buscando utilizar os mais diversos recursos para o quanto antes chegar a produção de uma vacina, de medicações para o tratamento, mas sempre pontuando que se trata de  uma produção de conhecimento, soluções e práticas frente à crise construídos dentro dela, ou seja, à medida em que enfrentamos, buscamos soluções em escala global para combater este real problema de alto impacto.

Além disso, nosso contexto conta ainda, infelizmente, com produção de conteúdos falsos, as famosas “fake News”, bem como posicionamento de algumas lideranças negando o contexto, o que gera confusão mental, indignação, raiva, potencializando sensação de estar perdido em cada cidadão frente à tantas incertezas, vulnerabilidades e limitações.

MECANISMOS DE ENFRENTAMENTO

Frente a tudo isso, muitos comportamentos, emoções, pensamentos são esperados, mas nem por isso fáceis de lidar, por nos encontrarmos imersos a este contexto de inúmeros fatores estressores. Quais são eles? Confira abaixo os mais recorrentes e que pode estar acontecendo neste exato momento com você ou algum familiar, amigo, colega ao seu lado:

  • MEDO: contextos estressores ativam nosso sistema repitiliano, nosso sistema mais primitivo, onde se encontram nosso sistema de busca por sobrevivência e preservação da espécie, ativando comportamentos ligados à luta e fuga, em busca de proteção, sobrevivência de si e da espécie como um todo. O medo entra como emoção mais relevante neste processo, ativando a amídala, uma glândula que sinaliza alerta, “pane” ao nosso organismo, liberando hormônio do estresse, o cortisol;
  • NEGAÇÃO: este é um enfrentamento que muitas pessoas apresentam por dificuldade em aceitar o contexto, seus riscos envolvidos, a possibilidade real de adoecimento grave, finitude, enfim de morte. Dentro disso, é muito comum comportamentos de evitativos como não ficar em casa, não seguir as orientações de higienização e desinfecção constantes (lavar a mão, não misturar nem usar utensílios de uso pessoal, evitar aglomerações, usar máscaras e luvas), como que fingindo para si mesmo que nada de grave estivesse acontecendo. Este mecanismo trás à tona a dificuldade que temos de acessar nossas vulnerabilidades, dores, nossa incompetência e impotência frente ao cenário;
  • RAIVA: esta emoção surge neste contexto como uma expressão também de não aceitação do contexto, incertezas, impotência, não saber, perda de referências de rotina, controle, planejamento. É uma emoção que revela muito nosso desejo de continuidade da vida, muito ligada ao nosso mecanismo de luta, de ataque frente a ameças. Revela ainda nosso desejo de que tudo fosse diferente e tivesse outro desfecho, que não o que estamos vivenciando. Sinaliza nossa energia de busca por soluções, saídas, continuidade, enfrentamento, mas também a não aceitação e a sensação de sermos obrigados a nos deparar com o real perigo, ameaça, incertezas, dores, impotência frente aos acontecimentos. Ela pode ser expressa como irritabilidade, impaciência, agitação psicoemocional, agitação motora, aumento da ansiedade, pânico, bem como explosividade e acessos de fúria, variando de pessoa para pessoa;
  • BARGANHA: aqui observamos muito nas nossas tentativas de negociar prazos de quando poderemos voltar à “normalidade”, como se fosse possível de fato voltarmos ao que era antes. Entram também nossas buscas constantes de soluções parciais, paliativas, temporárias, que de fato não resolvem o contexto, mas nos ajudam a “ganhar tempo” até que outras soluções eficazes surjam. É a nossa ação utilizando todas as armas e recursos disponíveis para o enfrentar da situação, porém ela continua nos colocando em contato com nosso risco e ameaça real, perigo, vulnerabilidade, impotência e finitude;
  • TRISTEZA: esta emoção revela nossa dor frente ao contexto, riscos e ameaças envolvidos, nosso sentimento de impotência, de não saber. Revela nossa empatia em sentir não só a nossa dor, mas a dor dos que estão à nossa volta, nos conectando pelas nossas vulnerabilidades. Ela revela nossas dores frente às perdas envolvidas, pessoais, materiais, de pessoas queridas, faltas concretas e subjetivas que experimentamos diariamente, falta do contato social, de estar próximos das pessoas que amamos, saudades, e outras experiências psicoemocionais;
  • CONFORMISMO: alguns podem estar se conformando com o contexto, ficando em casa, tomando todos os devidos cuidados e precauções, mas ainda assim experienciando todas estas emoções anteriormente citadas, expressão a não aceitação efetiva do contexto e seus inúmeros impactos. O conformismo costuma nos levar a comportamentos de lentificação, passividade, resignação, vitimismo, evitativos como a procrastinação, a preguiça, queda de produtividade, dificuldades de atenção e memória;
  • COMPULSÃO: este é um comportamento que revela estratégia compensatória frente aos acontecimentos. Alguns de nós começam a comer mais, trabalhar mais, beber mais, fumar mais, usar mais medicações, comprar mais, usar mais substâncias ilícitas, como estratégias de alívio e compensação frente às faltas, dores, vulnerabilidades que o contexto nos faz acessar;
  • ANEDONIA: muitas pessoas podem apresentar dificuldade, redução ou perda da capacidade de sentir e buscar prazer por se encontrarem neste contexto estressor;
  • CONFUSÃO MENTAL: algumas relatam sentir perda da noção dos dias, por conta do isolamento e dificuldade em diferenciá-los, estabelecer uma rotina minimamente estruturada, além das informações confusas, imprecisas veiculadas nos meios de comunicação;
  • INSÔNIA: o sono pode ser prejudicado em virtude do organismo se encontrar com o sistema de luta e fuga ativado, ou seja, permanecendo em alerta a maior parte do tempo. Isto pode levar pessoas a terem dificuldade de iniciar o sono, ter o sono interrompido, dormir menos horas ou despertar mais cedo que o de costume;
  • LENTIFICAÇÃO: podemos apresentar comportamentos de lentificação do organismo, preguiça, tédio, hipersonia também como estratégia de enfrentamento ao contexto estressor e isolamento social;
  • NEGATIVISMO: manifestado por muitas pessoas por se sentirem reféns do contexto, impotentes, sem perspectivas frentes à tantas incertezas, ou mesmo descrentes. Pode levar pessoas a se sentirem desesperadas, desesperançosas, perder sentido de sua existência e em caso mais graves a tentativas de suicídio.

Todos estes pontos acima citados são experiências emocionais, cognitivas, comportamentais que podemos apresentar como mecanismos de enfrentamento frente ao contexto de pandemia do COVID-19 que estamos vivenciando. Isso significa a importância de perceber o que é congruente com o contexto e o que não é incongruente, de forma inclusive a buscar ajuda profissional (médica, psicoterapia) e mesmo não intensificar estes processos, levando a instalação de transtornos mais graves (violência doméstica, abusos, homicídios, depressão, TEPT, TOC, pensamentos ou tentativas suicidas, transtorno do pânico, TAG, transtornos de ansiedade específicos, fobias, ou mesmo quadros de despersonalização, desrealização, psicose).

PROMOÇÃO DE SAÚDE, PREVENÇÃO E BEM ESTAR

Aproveito e deixo abaixo dicas de como você pode colocar em prática estratégias de enfrentamento focando no seu bem estar, prevenção, saúde física, mental, espiritual para atravessar da melhor forma possível toda esta jornada:

  • ROTINA: procure estruturar uma agenda, seja para seu dia, seja para sua semana. Inclua horários para se alimentar, cuidar de si, de seus familiares, atividades prazerosas, além de trabalho. Procure dormir no mesmo horário. Isto ajudará a diminuir a sensação de incerteza, imprevisibilidade, ainda que sua agenda seja menos intensa que antes;
  • BEM ESTAR: busque atividades prazerosas e diversão. Promova qualidade de vida na sua rotina pessoal, familiar e profissional de modo a lidar com os desafios do contexto de forma mais leve. Inclua filmes, séries leves, bem humoradas, músicas, podcasts, lives de shows e espetáculos além de atividades práticas e lúdicas;
  • ACT: pratique a autoaceitação e compromisso. Gerar autocobrança excessiva, regras muito rígidas para si mesmo e para os outros do seu convívio será mais fatores de tensão e estresse que só potencializarão emoções desagradáveis e conflitos. Negocie com você mesmo e com as pessoas com quem mora o que será bom para todos, respeitando ao máximo as necessidades e direitos dos envolvidos. Assuma compromissos com você mesmo e com os outros para tornar esta jornada mais leve e respeitosa;
  • MEDITAÇÃO E MINDFULLNESS: pratique exercícios de presença, atenção plena, foco na respiração, meditações guiadas que promovem bem estar imediato, promovem autoconhecimento, melhoria na percepção de necessidades físicas, emocionais, relacionais e do que realmente importa;
  • ATIVIDADE FÍSICA: pratique como estratégia de promoção de bem estar físico, mental, já que exercícios físicos liberam hormônios de prazer como as serotoninas. Foque em estar bem, corpo, mente e espírito;
  • CONEXÃO AFETIVA VIRTUAL: o distanciamento é apenas físico. Busque alternativas de se fazer presente na vida de quem ama e elas na sua, utilizando os recursos tecnológicos (videoconferências, telefonemas, whatsapp, etc). Mantenha os vínculos afetivos ativos e presentes na sua vida;
  • APRENDIZADO DE NOVOS CONHECIMENTOS E HABILIDADES: pesquise e coloque em prática novos conhecimentos. Aprenda novas habilidades, faça cursos online, pesquise novos temas e conteúdos que quebrem seu foco nas notícias trágicas, imprecisas. Foque em manter-se ativo e gerando aprendizado e melhoria contínua, isto ajuda seu cérebro perceber um senso de continuidade;
  • CURIOSIDADE: troque o medo pela curiosidade frente ao novo, frente às incertezas. Excercite sua criatividade de diferentes formas, brinque, jogue, dançe, cante, interprete, escreva, recite, descubra, inove;
  • FÉ, ESPERANÇA, CONFIANÇA: cultive práticas que potencializem pensamentos positivos, fortaleça sua confiança tanto em si mesmo para superar o contexto, como na perspectiva de continuidade e ressignificação da vida como um todo. Fé e esperança impactam diretamente de forma positiva no sistema imunológico, no enfrentamento de desafios, na busca de soluções e na capacidade de superação, ou seja, potencializam sua resiliência;
  • CAPACIDADE DE SONHAR: exercite sua capacidade de sonhar, visualizar novos projetos e sonhos de longo alcance. Imaginar o que você quer ser, fazer, realizar a longo prazo, após o pior passar e que daqui até lá você possa se concentrar em construir este plano, identificar recursos necessários, tornar claro o que de fato você quer para você e sua família;
  • SOLIDARIEDADE: pratique ações solidárias diretas ou indiretas, ajude quem estiver ao seu alcance, não importa o tamanho da ação. Sinta-se contribuindo para melhorar nem que seja minimamente a sobrevivência e bem estar de outras pessoas. Seja solidário, cooperativo, foque no bem estar e saúde do coletivo. Todos são importantes.

Estas são dicas de promoção de qualidade de vida, bem estar e saúde integral, cruciais para que todos nós possamos atravessar esta pandemia da melhor forma que estiver ao alcance de cada um de nós, utilizando os recursos que temos, internos e externos, materiais e subjetivos. Temos muito a aprender com todo este contexto, individualmente e em coletivo. Temos muito a construir mais adiante, de forma diferente, levando todos estes aprendizados do processo.

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SOCIALIZAÇÃO X ISOLAMENTO: entendendo como cuidar da sanidade

SOCIALIZAÇÃO X ISOLAMENTO: entendendo como cuidar da sanidade

Estamos vivendo uma experiência enquanto humanidade sem precedentes: a pandemia do Corona Vírus. E com ela uma avalanche de mudanças de rotina, inclusive a diretriz da quarentena que nos priva da socialização e nos coloca em isolamento como medida preventiva e de contenção da proliferação do vírus e também do número de casos positivos, sejam eles com ou sem sintomas.

Isto de fato tem mexido com o emocional de todos nós, seja pelo fato de nos depararmos com as incertezas do não saber como lidar com este contexto, o não saber o que estará por vir, quando passará, dimensão dos impactos, seja porque nos leva a quebrar paradigmas relativos ao planejamento, uso do tempo, formas de trabalho, relacionamento com nós mesmos, os outros e o mundo. Uma verdadeira revolução para todos nós enquanto humanidade.

IMPACTOS DO ISOLAMENTO

Pois bem, aproveitando este contexto, resolvi falar sobre o que acontece neste contexto em que temos nossa liberdade de ir e vir limitada por motivo de força maior e saúde pública. Segue abaixo alguns pontos que você pode já estar sentido na pele ou ainda não, mas pode estar percebendo em algumas pessoas à sua volta neste período de quarentena:

  1. Aumento da ansiedade: que pode ser sentido pelo aumento de ruminação mental, agitação motora, problemas de sono (insônia), e outros sintomas;
  2. Aumento de comportamentos compulsivos: muitos passam a comer mais, beber mais, jogar mais, usar mais substâncias e mesmo comprar mais, como forma de usar o tempo, gerar alívio às emoções desagradáveis, incertezas, medos, ou mesmo extravazá-las;
  3. Aumento de pensamentos e comportamentos obsessivos: como nosso contexto nos exige maior rigor com a higiene pessoal e de ambientes, muitas pessoas passam a ter comportamento exagerado de extrema preocupação com limpeza, organização, medo de contágio, medo de morte entre outros pensamentos obsessivos relacionados a danos e doenças;
  4. Elevação dos fatores de estresse: muitas pessoas percebem mais fatores estressores por conta desta restrição forçada de trânsito/liberdade e isto contribui para mudanças e oscilação de humor. Os principais fatores de estress são: tempo de isolamento indeterminado, medo de contágio, frustração, tédio, perda de rotina, redução da socialização presencial, diminuição do contato físico, medo de faltar suprimentos, perda de renda, incertezas;
  5. Negação: vemos nitidamente em pessoas que se negam a perceber a gravidade da situação, expondo-se ou expondo às pessoas em volta, sem tomar os devidos cuidados orientados pela ANVISA e Ministério da Saúde. Vemos, por exemplo, muitos casos de idosos querendo manter a rotina de antes, sair de casa, ignorando ser o grupo de risco, mais sensível ao contágio;
  6. Raiva: muitas pessoas apresentam esta emoção mais a flor da pele, evidenciando seja por comportamentos mais agressivos verbais, intelorência, impaciência, explosividade. A Raiva também revela uma não aceitação do contexto e uma luta consciente ou não para fazer algo para solucionar ou mesmo resgatar o status quo anterior a tudo isso. É uma enervia de luta, sobrevivência, proteção à flor da pele que se evidencia através da raiva de formas diversas;
  7. Tristeza: há pessoas que já se conectaram mais com esta emoção pelo sentimento de impotência, de não sentir seu poder de ação frente ao contexto, de não saber lidar com as incertezas, e por se conectarem com a dor do outro, a dor do mundo, de toda a humanidade.
  8. Oscilação de humor: muitas pessoas ao longo de um dia podem apresentar neste período de isolamento bastante oscilação de humor (alegria, tédio, raiva, tristeza, etc). Isso por conta do processo de mudança de rotina forçada, restrição de liberdade de trânsito, limitação do espaço e restrição da socialização. O fato é que o isolamento nos coloca de frente com várias porções nossas que no dia a dia por estarmos ocupados(as) não prestamos atenção e/ou nos distraímos de dores e medos que não queremos sentir, mas que agora temos tempo e espaço para acessar tudo isso;
  9. Mudanças no apetite: pela mudança de rotina, ficar em casa e muitas vezes não saber o que fazer para ocupar o tempo e seu mental, você pode sentir mais ou menos vontade de comer. É preciso ficar atento para não gerar problemas de saúde e mesmo tornar uma compulsão;
  10. Confusão mental: algumas pessoas podem apresentar este comportamento fruto da exposição demorada aos fatores estressores, mas o que vemos de mais imediato é a alta exposição a avalanche de notícias e fake News, tirando delas o senso de precisão x realidade, perda da confiança nas fontes de informação, confusão e em casos mais graves pode levar à perda de noção da realidade;
  11. Perda da noção de tempo: algumas pessoas com o passar dos dias podem se sentir perdidas em relação a dia da semana, horários, trocar turnos por conta da quebra de rotina e isolamento forçados. Isto demanda atenção para não gerar processos de desconexão mais graves e mesmo dissociativos;

ESTRATÉGIAS DE BEM ESTAR, PREVENÇÃO E PROMOÇÃO DE SAÚDE

Agora que já sabemos o que pode acontecer quando temos nossa socialização reduzida e somos submetidos a um período longo de isolamento social, como o que estamos vivendo de quarentena, podemos sim pensar em como trabalhar para manter nossa sanidade mental, nossa saúde psicoemocional. Sim é possível e devemos totalmente focar em estratégias de promoção de saúde e prevenção frente a todo este contexto incerto e estressor. Confira abaixo que podemos fazer para cuidar da sua saúde mental e psicoemocional neste contexto, para atravessar ele com menor impacto negativo possível:

  1. Pratique as estratégias de higienização pessoal e de ambientes, assim como de isolamento. FIQUE EM CASA;
  2. Resiliência: praticar a resiliência é trazer o olhar de curiosidade, do que se pode aprender com tudo isso que estamos vivendo, com todos os desafios diários físicos, psicoemocionais, materiais, etc. Ser resiliente é acolher o contexto que estamos vivendo, olhar para o que pode ser feito no momento, com os recursos disponíveis e promover a fé, a confiança de que tudo passará, aceitando o momento como eles se apresenta de forma ativa;
  3. Praticar atividade física: fazer exercícios em casa é muito importante para movimentar nosso corpo, trabalhar toda nossa química cerebral e ativar todos os processos fisiológicos. É uma atividade de alto impacto na promoção de bem estar e redução do estresse mental e físico, para combater a letargia que podemos sentir neste período de isolamento;
  4. Estruture uma nova rotina: procure manter seus horários de refeição, sono como antes, estabeleça um horário para seu trabalho remoto, estabeleça até 5 ações/tarefas para seu dia de modo a dar foco. Faça isso tanto para você como para seus familiares e filhos. Isto ajuda e muito a diminuir a sensação de incerteza, de estar perdido ou à deriva, de confusão mental com o passar dos dias de isolamento, por manter seu relógio biológico minimamente orientado;
  5. Restrinja o volume de informações: especialmente quanto ao que você assiste nos noticiários de tv, internet, redes sociais, e ao que recebe de parentes e amigos. Evite esta avalanche de noticias e escolha 1 canal oficial para informar-se apenas 1 vez ao dia. Isto ajuda a diminuir a ansiedade, a perda de confiança pela imprecisão das informações e a prevenir confusão mental e desconexão da realidade. Lembre-se que você se manter 24h ligado e informado não vai fazer você resolver ou sair da situação mais rapidamente. Só contribuirá para sua exposição a mais fatores estressores;
  6. Desligue o celular e todas as notificações de texto e sonoras: fazer isto contribui e muito para a redução de hiper vigilância, estado de alerta por esperar novas notícias, comunicações, e eleva sua presença e seu foco ao se concentrar no que você pode fazer no aqui e agora, sozinho ou com familiares;
  7. Conecte-se e consuma conteúdos positivos: leituras, vídeos, filmes, desenhos animados, músicas, podcasts, séries que nos façam desfrutar da melhor forma nosso tempo, com sentido, nos fazendo sentir que valeu a pena dedicar nosso tempo à aquela atividade e nos preencheu de sensações e informações boas, produtivas, tornando nossa experiência de isolamento mais leve. Foque em conteúdos que proporcione bem estar físico, mental, psicoemocional, espiritual;
  8. Pratique atividades manuais, artesanatos e arterapia: praticar atividades manuais é uma excelente estratégia de meditação ativa, ou seja, de fazer você direcionar seu tempo, energia e foco em algo produtivo e que faz você estar presente, com sua atenção focada, combatendo ansiedades, pensamentos negativos, pessimistas e fazendo bom uso do seu tempo de isolamento;
  9. Conecte-se!: o isolamento social forçado é apenas presencial, não total! Você pode e deve se manter conectado com familiares, amigos, utilizando plataformas e apps de vídeo (whatsapp, Skype, zoom, hangout), fazer lives nas redes sociais(instagram, facebook) para se conectar com as pessoas, compartilhar e receber algo de positivo desta experiência (boa música, orações, meditações, atividades físicas, dançar, mensagens reflexivas positivas, etc). Você pode e deve se manter conectado online para manter este senso de pertencimento e partilha com todos;
  10. Organização com sentido: se for para colocar em prática seu senso de limpeza e organização, então procure um motivo positivo para fazer, como mudar disposição de móveis e objetos de lugar, separar o que doar e o que descartar, dar novos sentidos aos objetivos ou mesmo customizá-los para novos usos. Enfim, faça isso como uma estratégia de promoção de bem estar, prazer, ressignificação, e não para potencializar seus medos e obsessões;
  11. Aprenda e desenvolva-se: aproveite este tempo para aprender novas técnicas, conhecimentos e desenvolver novas habilidades a partir de cursos onlines gratuitos ou não disponíveis pela internet. É uma estratégia também de bom uso do tempo, assim como manter seu cérebro em atividade e com foco;
  12. Peça ajuda: ao invés de se arriscar saindo para comprar o que precisa, peça ajuda a parentes e amigos; Este recado é especialmente para os idosos e grupo de risco mais sensível ao contágio. Se expor não vai resolver seu problema, só piorar. Quebre este automatismo de querer resolver tudo por conta própria e sozinho(a). Tem várias pessoas que estão aí para ajudar você, mas é preciso você querer e permitir-se se ajudado. Isto vale também para buscar ajuda profissional, por exemplo, buscar a psicoterapia online neste período como medida preventiva e de promoção de saúde mental e psicoemocional para atravessar este momento. Permita-se ser ajudado;
  13. Foque em atividades prazerosas: elas ajudam a promover maior bem estar, tornar mais leve seu período de isolamento, liberando hormônios do prazer no seus sistema;
  14. Ajude o próximo: isso você pode fazer de várias formas, seja se colocando disponível para comprar itens de necessidade pessoal e levar até sua porta, escutar o outro genuinamente, de forma empática e ativa, dar palavras de incentivo, manter-se emocionalmente e virtualmente conectado com ele(a) exercitando o apego, pertencimento, afeto, conexão de forma genuína, compartilhando de forma positiva esta temporada de quarentena. Ajudar o outro e ser ajudado gera um grande bem estar físico e psicológico;
  15. Seja criativo!: coloque sua criatividade em ação para pensar em diferentes atividades, criar brincadeiras, novos objetos, produzir artisticamente (escrever, compor, pintar, esculpir, encenar, etc) para fazer bom uso do seu tempo e promover muito bem estar físico e psicológico.

Espero que este texto possa ajudar você a atravessar de forma mais leve, presente, confiante, ativa este período de isolamento que a quarentena está nos impondo. Que você possa voltar seu olhar para o que há de positivo em tudo isso, aprendizados, oportunidades, criações, inovações, reflexões, conexões entre outros aspectos que podemos levar conosco para contar muitas histórias depois que tudo isso passar. Conte comigo e com todos à sua volta!

Para ampliar sua leitura sobre o assunto, confira os links abaixo:

https://cristianonabuco.blogosfera.uol.com.br/2020/03/24/os-impactos-psicologicos-da-quarentena-e-como-reduzi-lo/

http://www.periodicos.usp.br/reeusp/article/download/129784/126368

http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1677-74092015000200006

https://visaemdebate.incqs.fiocruz.br/index.php/visaemdebate/article/view/266

 

Coach de Carreira, Psicóloga
MAMTRA – Programa de Coaching de Realização Pessoal e Profissional
11 97664-1629
contato@mamtra.com.br

COACHING FAMILIAR

COACHING FAMILIAR

Falamos em outro artigo aqui no blog sobre a existência do Coaching Integral Sistêmico, que é um processo de coaching holístico e que propõe ao coachee ampliar sua visão e promover mudanças, melhorias, transformações de forma integral na sua vida, entendendo que mexendo em uma esfera o impacto será no seu sistema como um todo.

Com este mesmo olhar, podemos entender o Coaching Familiar, ou seja, como uma proposta de coaching integral sistêmico, de modo a ajudar uma família a promover melhorias, mudanças e transformação de forma holística, envolvendo todos os membros como partes importantes, como agentes corresponsáveis pelo alcance das melhoras pretendidas para o grupo familiar.

O Coaching Familiar é um tipo de life coaching, ou seja, focado em melhorias com foco em bem estar, qualidade de vida, melhoria na qualidade dos relacionamentos, da comunicação entre membros da família, aprendizado de habilidades sociais em comunidade, entendendo que a família é um sistema que tem dinâmicas próprias, e que inclui as dinâmicas individuais dos participantes.

Por este motivo fica claro ser ele uma proposta de trabalho de desenvolvimento humano, através da metodologia do coaching, em grupo, com um coach ajudando este grupo familiar a alcançar algum objetivo ou resultado específico.

Para ficar mais claro, vamos trabalhar um exemplo específico: digamos que uma família esteja com dificuldades financeiras e isto impacta em menos lazer, menos diversão, maior privação de viagens e aquisição de bens, assim como não conseguem guardar uma reserva para emergência muito menos investir. Emocionalmente, todos se encontram mais estressados, desmotivados, irritadiços, sendo estas emoções servindo de gatilhos para discussões e desentendimentos, o que só pioram o quadro relacional e não resolve o ponto específico, melhor gestão das finanças para promover mais lazer, diversão, viagens, aquisição de bens e investimentos. Este é o estado atual do sistema familiar, com impacto negativo direto (incômodos) em todos os membros.

Este coach atua junto ao grupo familiar provocando os mesmos entenderem sua participação e corresponsabilidades na geração deste estado atual (dificuldade financeira, menos diversão, sem investimentos). Ele auxilia os membros a estruturarem uma meta específica em comum (ex: reduzir gastos e melhorar a gestão financeira para proporcionar mais lazer, diversão, viagens e investimentos até 31/12/20) e, a partir desta, definem papéis, uma missão para cada alinhada com o objetivo do grupo, distribuindo tarefas/ações para cada 1 em formato de rota de ação construída com eles.

A ideia é provocar todos os familiares se sentirem diretamente responsável por gerar resultados que acelerem/aproximem todos do alcance deste objetivo, cada um fazendo sua parte, sem pesar para ninguém.

Os benefícios deste tipo de coaching são:

  • Melhoria nas relações entre membros;
  • Melhoria na comunicação e expressão de necessidades, direitos, emoções, opiniões;
  • Maior cooperativismo;
  • Empatia, paciência, tolerância, compaixão;
  • Maior engajamento;
  • Aprendizado e melhoria nas habilidades de negociação e tomada de decisão;
  • Ampliação de visão e mudança de mindset dos membros: eles passam a enxergar a família como um sistema gerador de benefícios e bem estar para todos, sendo todos responsáveis por isto, e que não se trata de uma reunião de pessoas com interesses e objetivos individuais que compartilham o mesmo teto.

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