TRANSGÊNERO: o que significa?

TRANSGÊNERO: o que significa?

O debate sobre o preconceito tem sido cada vez mais ampliado, especialmente no que diz respeito às questões de gênero, violência e direitos humanos. Pensando em contribuir positivamente para esta reflexão, hoje falaremos sobre o que significa transgênero.

O CONCEITO

O termo transgênero diz respeito a uma identidade de gênero auto-atribuída pelo indivíduo que se percebe diferente seu sexo biológico. Por exemplo, um homem transgênero reconhece-se como homem, porém nasceu com sexo biológico feminino, assim como uma mulher transgênero se reconhece como mulher, porém nasceu com genitália e aparelho reprodutor masculino.

É importante ressaltar que o termo transgênero não se restringe apenas à oposição entre percepção identitária oposta à configuração biológica (sexo biológico, masculino x feminino). Este conceito inclui variações identitárias, ou seja, pessoas que não se reconhecem exclusivamente masculinas ou femininas, ou identidades de gêneros não-binárias, como é o caso dos bigênero, pangênero, poligênero, demigênero, gênero neutro, terceiro gênero, agênero, e gênero fluido.

HISTÓRIA DO CONCEITO

O termo transgênero foi definido pela 1ª vez em 1965 pelo médico psiquiatra da Universidade de Columbia John F. Oliven. Foi ele quem defendeu a ideia de diferença e dissociação do conceito de transgênero em relação aos conceitos de sexo biológico e orientação sexual. Ele trouxe esta visão de identidade, ou seja, daquilo que é visto, percebido, atribuído pelo indivíduo e pela comunidade. Nos anos de 1970, os termos “pessoa transgênero” e “pessoa trans” passaram a ser utilizados em termos gerais pela comunidade, sendo abreviado para a sigla TG em 1976, em materiais educativos.

Do termo transgênero evoluiu-se para criação do conceito de “comunidade transgênero”, em 1944, contribuindo para geração de apoio, pertencimento, defesa da causa e a estruturação de políticas e direitos da pessoa transgênero a partir do Conferência Internacional sobre Direito Transgênero e Política de Emprego em 1992.

TRANSEXUAL X TRANSGÊNERO

O termo transexual, ou transexualidade, diz respeito a aspectos mais materiais do sexo, ou seja, aspectos anatômicos, características físicas, biológicas, extrínsecas ao indivíduo. Já o termo transgênero diz respeito às características intrínsecas, ou seja, sua autopercepção identitária, sua autoimagem, desejo e relação com sua sexualidade.

Assim, é possível perceber pessoas transgênero que, na busca de congruência transgênero, ou seja, autenticidade, congruência genuína entre como se percebem, sua identidade, sexualidade com o corpo e características físicas, para se sentirem confortáveis com sua aparência física externa, terminam buscando por tratamentos hormonais, cirurgias de mudança de sexo e redesignação sexual e psicoterapia como estratégia de alinhamento entre aspectos intrínsecos e extrínsecos de sua autoimagem e identidade de gênero. Mas nem todos os transgêneros necessariamente passam por estes tratamentos, seja porque não sentem necessidade destas estratégias para se reconhecerem como tal e serem autênticos na sua expressão e vida, seja pelos custos envolvidos, especialmente nos tratamentos hormonais e cirurgia. 

Outro ponto importante a ser ressaltado quanto à esta questão é que o conceito de transgênero não se relaciona ao de orientação sexual, mas como falamos, a uma identidade, a uma autopercepção, a uma autoimagem. Isto significa dizer que existem pessoas transgênero que possuem e praticam diferentes orientações sexuais, a exemplo:

  • Heterossexual: pessoa relaciona-se com outras do sexo oposto;
  • Homossexual: pessoa relaciona-se com outras do mesmo sexo;
  • Bissexual: pessoa relaciona-se com outras de ambos os sexos;
  • Pansexual: pessoa que se sente atraída sexualmente por outras pessoas apenas por atributos psicoemocionais, não sexuais;
  • Assexual: pessoa que não sente qualquer interesse por atividades sexuais.

Obs: Esta classificação de orientação sexual vale tanto para pessoas transgênero como para as cisgênero (identidade de gênero correspondente ao sexo biológico).

PRECONCEITO

Infelizmente a maior parte das pessoas transgênero têm enfrentado muitos tipos de preconceito e discriminação, em questões de direitos, necessidades, respeito, pertencimento (família, escola, instituições, grupos sociais, etc) bem como no mercado de trabalho.

Isto reflete o quanto é importante falar cada vez mais sobre as questões de gênero no sentido de esclarecer dúvidas, quebrar mitos limitantes e preconceituosos, assim como contribuir para a sociedade caminhar e estruturar leis e regras de respeito efetivo à pessoa.

A transfobia é o preconceito à pessoa transgênero de forma geral. Se levarmos em conta que todos somos seres humanos, simplesmente não faz o menor sentido qualquer tipo de preconceito, já que todos fazemos parte de uma mesma espécie, homo sapiens. Sendo assim, toda forma de preconceito trás consigo aspectos de medo (fobia, aversão) ao diferente associado a ideologias e práticas de desrespeito, violência e exclusão.

Historicamente, ao nascermos, uma informação levada em conta para termos nosso primeiro registro (ex. certidão de nascimento) é a identificação do nosso gênero biológico. Por conta disso, o gênero costumou ser identificado, a partir da nossa genitália, do nosso sexo biológico, ou seja, de como viemos ao mundo e com quais recursos físicos (características físicas biológicas), enquanto corpo e ser da espécie humana.

Mas com o passar dos anos, a partir das contribuições dos diversos estudos nas áreas da psicologia, psiquiatria, comportamento, sociologia, antropologia, relacionados à questões de gênero, uma separação conceitual progressiva passou a ser estruturada e precisa seguir sendo fortalecida, passando o gênero (cisgênero ou transgênero) a ser relacionado à construção da identidade (individual, social, cultural), a sexualidade como uma esfera de expressão de aspectos identitários e físicos, a orientação sexual como a forma como o indivíduo se relaciona (consigo e com os outros) no exercício da sua sexualidade, e o sexo biológico relacionado a aspectos puramente físicos e anatômicos do sujeito.

Portanto, é preciso falar para refletir, compreender, esclarecer cada vez mais. O entendimento e a consciência levam a mudanças comportamentais efetivas. Pensar que falar sobre todas estas questões é estimular, promover é um erro grotesco, preconceituoso e enviesado, assim como falar de suicídio não estimula mais pessoas se matarem, mas, pelo contrário, incentiva-as serem acolhidas, ouvidas, respeitadas e estimuladas a pensarem em novos sentidos para continuar existindo.

A educação é e sempre será uma poderosa ferramenta para quebrar e vencer todo e qualquer tipo de preconceito, violência e exclusão. Pratique ela com as pessoas à sua volta e faça a sua contribuição direta para promovermos juntos o mundo como um lugar melhor para se viver.

COACHING X DESENVOLVIMENTO HUMANO

COACHING X DESENVOLVIMENTO HUMANO

O Coaching, por se tratar de uma metodologia de ação e resultado, é uma ferramenta de promoção de desenvolvimento humano. Isto porque, ao longo de um processo coaching, o coach provoca o coachee a refletir sobre seu estado atual, seus aprendizados de trajetória até o momento presente, para promover alavancagem, isto é, provocar o cliente a entrar em ação rumo ao que ele está buscando realizar (objetivo, transformação, mudança de hábitos, estilo de vida, etc).

Quando falamos de desenvolvimento humano, levamos em conta processos que nos possibilite evoluir, crescer, mudar e nos transformar. Ao longo da vida, passamos por diversas fases e situações que nos proporcionam oportunidades para aprender novas habilidades, competências, enfrentar e resolver problemas, tomar decisões. Ou seja, inúmeras experiências que nos levam viver diferentes momentos, fazer diferentes e novas escolhas, buscando sobreviver, superar desafios, ser mais felizes e plenos, fazer e realizar mais, com melhor qualidade, maior produtividade, eficiência e eficácia, maior assertividade.

A ideia é que o coachee, ao longo de um processo de coaching, acesse informações preciosas sobre si mesmo (autoconhecimento) especialmente sobre seu jeito de ser (perfil comportamental, temperamento, estratégias de enfrentamento, sabotadores, etc), suas fortalezas e fraquezas, pontos a melhorar, habilidades, competências técnicas e comportamentais, ligando todos os pontos de modo a promover expressão máxima do seu potencial e aproveitar as oportunidades que estão à sua volta, no seu contexto, relações e conexões, para alcançar o resultado que está focando no momento.

Vale lembrar que o coaching, enquanto estratégia de desenvolvimento pessoal, possibilita você desenvolver a habilidade da auto-observação como parte do seu processo de melhoria contínua. E esta habilidade ajuda você a reconhecer incômodos, insatisfações, gatilhos e situações que contribuíram para que eles surgissem, assim como direcionar você a identificar e elencar o que precisa ser feito para mudar/ajustar, quais recursos acionar, assim como eleger critérios que balizem suas novas tomadas de decisões de forma mais assertivas.

COACHING E MINDFULNESS: quais benefícios

COACHING E MINDFULNESS: quais benefícios

O coaching é uma metodologia de ação e resultado que utiliza ferramentas e técnicas de algumas diversas áreas científicas do conhecimento (ex: administração, psicologia positiva, neurociência, PNL). Dentre estas ferramentas, o mindfulness é uma das técnicas de alto impacto quando inseridas no processo de coaching. Hoje vamos falar sobre quais benefícios de praticá-la no coaching.

MINDFULLNESS

Mindfulness é o termo que significa o estado mental de presença, de atenção plena, que acontece quando focamos nossa atenção no aqui e agora, ou seja, no que estamos fazendo no presente momento. Foi estruturado enquanto técnica terapêutica de regulação da atenção e emoções,  a partir de pesquisas sobre meditação e funcionamento do cérebro quando em estado meditativos, estudos estes realizados por pesquisadores americanos como o médico americano Jon Kabat-Zinn e os psicólogos Marsha M. Linehan e Steven C. Hayes.

Estes estudos muito contribuíram para a propagação da meditação enquanto técnica com referencial teórico científico bem estruturado, independente dos conceitos religiosos budistas, contribuindo, assim, como ferramenta em psicoterapias, processos de autoconhecimento e gestão emocional. O mindfulness contribui diretamente e com grande eficácia no tratamento de quadros de ansiedade e depressão, suicídio, compulsão, dores crônicas, assim como outros quadros psicoemocionais e potencialização da atenção e foco.

9 ATITUDES DO MINDFULNESS

Para praticar o mindfulness não é preciso grandes esforços, apenas o autocompromisso de prática diária. Esta técnica propõe exercícios simples de atenção plena, e apenas 5 minutos de prática diária já são suficientes para promover melhorias significativas e bem estar.

John Kabat Zinn propôs como princípios do mindfulness 9 atitudes a serem desenvolvidas e alcançadas através da prática progressiva do mindfulness. São elas:

  1. Atenção Plena
  2. Mente de Principiante = ver as coisas como se fosse a 1ª vez
  3. Não Julgamento
  4. Aceitação
  5. Desapego = Deixar ir, soltar, entregar
  6. Confiança
  7. Paciência
  8. Ausência de Esforço
  9. Gratidão

MINDFULNESS NO COACHING

O coaching inclui o mindfulness enquanto ferramenta por ela ser uma técnica prática, de fácil realização e promoção de resultados e transformação de alto impacto. A prática progressiva do mindfulness ao longo do processo de coaching e no pós processo, incluindo como prática de novos hábitos, tem como principais benefícios:

  • Promover mudanças de hábito e estilo de vida;
  • Autoconhecimento e desenvolvimento de inteligência emocional;
  • Mudança de mentalidade para um mindset voltado a aprendizado;
  • Maior foco, produtividade, organização e planejamento;
  • Expansão da consciência e de entendimento das situações que o coachee vivencia
  • Estimular processos criativos
  • Desenvolver habilidade de resolução de problemas e tomada de decisão;
  • Redução do estresse, promoção de saúde mental e melhor enfrentamento dos desafios e lidar com as emoções;
  • Promover saúde integral, realização, desfrute, plenitude e felicidade no dia a dia.

O mindfulness contribui para o coachee (o cliente) se tornar cada vez mais consciente de seus processos, atento e aberto às oportunidades que o aqui e agora proporciona, assim como diminuir a ansiedade e o dispêndio energético excessivo com o fazer e pensar de múltiplas coisas ao mesmo tempo.

Já o coach (o profissional) se coloca de forma sempre presente e atento aos processos do coachee, às suas necessidades imediatas, bem como de médio e longo prazo relacionadas ao objetivo de processo.

ORIENTAÇÃO VOCACIONAL: como ajuda jovens a escolher melhor

ORIENTAÇÃO VOCACIONAL: como ajuda jovens a escolher melhor

A orientação vocacional é um processo de autoconhecimento  focado em estruturar uma tomada de decisão profissional a partir do levantamento de informações sobre perfil comportamental, preferências, habilidades e interesses, assim como de critérios de escolha profissional. O termo correto é orientação profissional e, ao contrário do que muitos acreditam, ela pode acontecer diversas vezes ao longo da vida, em diferentes momentos e contextos pessoais e profissionais da jornada. Mas hoje neste artigo vamos nos ater a como a orientação vocacional ajuda jovens a escolher melhor.

O MITO DO VESTIBULAR

O vestibular, para muitos jovens, é motivo de grande medo, pânico, pavor, repulsa, enfim, emoções, sensações e sentimentos muito confusos e desagradáveis. Mas isto acontece não porque o problema é o vestibular em si. O vestibular nada mais é do que uma prova, que acontece ao final do nível médio, que se propõe avaliar conhecimentos gerais e específicos dos candidatos inscritos, gerar uma pontuação de acordo com o desempenho de cada um e , por consequência, gerar um ranking dos aprovados considerando da maior nota para a menor nota X número de vagas em cada área de conhecimento.Este é o fato.

Mas por trás disso, nossos jovens e seus familiares vivenciam uma avalanche de emoções, pensamentos, expectativas, que revelam muito mais sobre cada um deles do que sobre o vestibular em si. Revelam muito mais o quanto eles percebem esta experiência de preparação para a prova e execução dela em si.

A preparação para o vestibular exige bastante horas de estudo, concentração, foco, preparação física e psico-emocional. E esta experiência envolve bastante energia e dedicação por conta destes fatores de preparo. Mas certamente ela é negativamente potencializada pelos jovens e familiares quando eles acreditam ser o vestibular “o divisor de águas” da jornada profissional, ou seja, quando eles acreditam ser o vestibular, ao final do nível médio, o único momento de escolha profissional, e que a vida só permite “errar ou acertar” nesta “única oportunidade”. Isto é um mito, que vem ao longo de muitas gerações sendo propagado. O vestibular é, em verdade, um momento de escolha profissional, o 1°, mas não o único de decisão profissional.

A ORIENTAÇÃO VOCACIONAL / PROFISSIONAL

A orientação profissional, com foco vocacional, é um processo super rico de autoconhecimento que permite o(a) jovem conhecer mais sobre si, seu perfil comportamental, suas habilidades já conscientes e aplicadas e outras não tão conscientes ou potenciais. Conhecer seus interesses e como tudo isso se conecta com as diversas áreas de conhecimentos e profissões. Mas é importante dizer que o processo de orientação profissional vai muito além da aplicação de testes vocacionais e avaliação de perfil. Estes fazem apenas parte das sessões iniciais, mas o processo vai muito além disso, com atividades exploratórias, entrevistas à profissionais, de modo que o(a) jovem possa entrar em contato com as diferentes realidades profissionais, desconstruindo, assim, mitos sobre áreas, profissões e mercado de trabalho.

Resumidamente, o processo de orientação profissional, com este enfoque vocacional, apresenta as seguintes etapas:

  • AUTOCONHECIMENTO: investigação do perfil comportamental, habilidades e competências
  • INTERESSES: pesquisa de interesses e conexão entre eles, habilidades X áreas de conhecimento e profissões
  • ANÁLISE: reconhecimento de critérios de escolhas profissionais no contexto atual de vida
  • EXPLORATÓRIA: entrevistando profissionais e visitando as diferentes realidades profissionais
  • COMPARAÇÃO: avaliação de vantagens e desvantagens x áreas e realidades profissionais pesquisadas a partir da pesquisa de campo e entrevistas
  • INTEGRAÇÃO: momento em que o(a) jovem irá integrar as informações de todo o processo
  • HIERARQUIZAÇÃO: a partir da integração de dados do processo, gerar um ranking de profissões x critérios de escolha x perfil x vantagens/desvantagens
  • TOMADA DE DECISÃO: a partir do ranking, o(a) jovem poderá direcionar sua escolha profissional, decidindo ali e já estruturando sua rota de ação para próximos passos a serem trilhados, ou elegendo um “melhor de 3” como um ranking mais enxuto norteador para a continuidade de suas pesquisas de campo, entrevistas e amadurecimento da sua decisão profissional mais adiante.

O PROCESSO DE OP

Normalmente um processo de orientação profissional (OP) dura em torno de 10 a 12 sessões. Mas isso depende muito de cada cliente, podendo haver necessidade de acréscimos de sessões. Em cada sessão é trabalhado um tema e ferramenta, direcionado o(a) jovem ao final a conectar os pontos e identificar o que ficou de aprendizados da sessão, bem como próximas ações que ele deverá dar sequência em casa para ampliar sua reflexão.

É bem interessante ressaltar que o processo extrapola as sessões e que exige uma participação ativa do cliente. Também o tempo de processo depende da periodicidade entre as sessões. Por exemplo: um processo de 10 sessões semanais (1x por semana), sem faltas, é concluído em 2 meses e meio (10 semanas). Mas se houver remarcações esse tempo pode se prolongar. Já num processo quinzenal (1x a cada 2 semanas), 10 encontros sem ausências e remanejamentos levarão em torno de 5 meses (20 semanas).

As sessões costumam durar 1h, mas a depender da ferramenta aplicada no dia, pode se extender até 1h30, sendo importante completar o ciclo de reflexão do tema do dia.

BENEFÍCIOS DA OP

Vivenciar o processo de orientação profissional é uma rica experiência de autoconhecimento e de estruturação de processo decisório quanto a questões profissionais. O(a) jovem que vivencia este processo tem a oportunidade de:

  • Conhecer-se melhor, o que ele tem de habilidades que já utiliza, o que ele tem de habilidades em potencial;
  • Saber o que ele está disposto ou não a aprender e/ou desenvolver/aprimorar;
  • Compreender o que do seu contexto interfere no seu processo de decisão profissional (questões familiares, recursos financeiros, expectativas suas x dos outros, localização, deslocamento, etc);
  • Estruturar quais critérios de escolha que hoje fazem sentido em sua vida e como se conectam com seu perfil comportamental, habilidades X áreas profissionais.
  • Desconstruir mitos sobre o mercado de trabalho, as profissões e as realidades profissionais das diferentes áreas, a partir das atividades de pesquisa de campo

Ao final do processo, ele(a) terá experienciado um processo de amadurecimento de suas escolhas, ampliação de sua visão de mundo e estará munido de ferramentas que lhe servirão de suporte para sua decisão profissional, seja naquele imediato momento, seja mais adiante. Sendo assim, o processo de OP é também uma ferramenta de tomada de consciência, construção de autonomia e independência para este(a) jovem.

A realidade do mercado que estamos vivendo tem mostrado cada vez mais que é possível e saudável poder escolher mais e melhor ao longo da vida, trazendo com cada nova escolha novas experiências e ressignificações para a jornada pessoal e profissional. Experimente, vivencie o processo de orientação profissional / vocacional e desfrute desta linda jornada de autoconhecimento e construção de novas rotas para sua jornada pessoal e profissional.

HEALTH COACHING: o que é e para que serve?

HEALTH COACHING: o que é e para que serve?

O Health Coaching é um processo de coaching com foco em gerar melhores resultados em questões relacionadas à saúde integral, bem estar e equilíbrio.  Health significa em português “saúde”, e por isto, quando falamos de health coaching, logo concluímos que se trata de um processo voltado à mudança, transformação de hábitos e estilo de vida.

Cada vez mais, vemos pessoas procurando este tipo de coaching por um motivo bem especial: busca de melhores práticas para cuidar da saúde, promover bem estar e melhor equilíbrio entre as diversas áreas da vida, especialmente trabalho x vida pessoal x família.

O nosso momento sócio-histórico tem nos provocado a dar conta de um ritmo cada vez mais frenético de atividades. É cada vez maior o número de imputs que recebemos das nossas diversas esferas de vida, assim como nos deparamos constantemente com a alta exigência do mercado de trabalho por profissionais cada vez mais qualificados, ágeis e versáteis, que dêem conta de mais responsabilidades (muitas vezes antes feitas por 2 ou mais pessoas) e que façam entregas de alta qualidade, maior impacto e contribuições.

O resultado deste cenário é vermos cada vez mais pessoas vivenciando processos de esgotamento físico-psico-emocional, e tendo a qualidade das suas relações pessoais, amorosas, familiares deterioradas. Sem falar nos altos índices de adoecimento laboral e afastamentos por motivos de acidentes de trabalho, doenças físicas e psicoemocionais.

Esta realidade tem feito muitas pessoas repensarem suas vidas, sua relação consigo mesmas, com os outros, com as empresas que fazem parte, com o mundo em que vivem. E buscarem novos caminhos e estratégias de promoção de saúde, equilíbrio, bem estar, qualidade de vida, tornadas realidade a partir da mudança de estilo de vida e hábitos mais saudáveis.

Quando falamos de saúde integral, é bem importante ressaltar os seguintes elementos como parte de um conjunto de ações a serem trabalhadas ao longo de um processo de health coaching:

  • Hábitos alimentares
  • Descanso, repouso, sono
  • Qualidade das relações / interações / vida social
  • Qualidade dos pensamentos e crenças
  • Qualidade das emoções
  • Comportamento x resultados / consequências
  • Adoecimento x Cura
  • Autocuidado
  • Bem estar
  • Espiritualidade

O QUE FAZ O HEALTH COACH?

O health coach (coach de saúde e bem estar – o profissional) auxilia você na sua jornada de mudança de hábitos, transformação, promoção de saúde e bem estar na sua vida. Ele apoia você a entender como você tem agido e feito escolhas relacionadas aos diversos hábitos e o quanto elas impactam no seu mal ou bem estar, doença ou saúde, sedentarismo ou disposição, tristeza / ansiedade ou felicidade / plenitude.

Ele ajuda você num verdadeiro caminho de autoconhecimento de suas necessidades, sejam elas físicas, nutricionais, emocionais, relacionais, de modo que você possa modificar a qualidade de suas escolhas a partir de uma mudança de mentalidade, práticas, comportamentos. Isto é, a partir da mudança da sua forma de pensar, sentir e agir, com foco na vida que você quer viver daqui para frente, com mais saúde, qualidade de vida, bem estar, autocuidado, autorrespeito. O resultado deste processo é a sua mudança de estilo de vida para viver com equilíbrio, plenitude e felicidade, de forma sustentável.

BENEFÍCIOS DO HEALTH COACHING

Sendo assim, resta elencar aqui quais benefícios e principais objetivos que o health coaching ajuda você a tornar realidade na sua vida:

  1. Mudança na sua mentalidade e comportamental, na sua relação com seu corpo, mente e espírito, entendendo a saúde como integral, e como um conjunto de ações envolvendo diversos aspectos da sua vida;
  2. Estruturação e prática de novos hábitos e mudança de estilo de vida de forma sustentável;
  3. Mudança da sua relação com o comer, alimentar-se, entendendo ser o momento da refeição gesto de autocuidado e nutrição integral;
  4. Mudança na qualidade das suas relações interpessoais, expressão de necessidades e desejos, melhoria de sua comunicação de forma assertiva, empática e não violenta;
  5. Incentivar você a engajar-se em atividades que promovam bem estar no seu dia a dia (atividades físicas, hobbies, atividades artísticas e culturais, atividades contemplativas, etc )
  6. Auxiliar você ao longo do seu processo de emagrecimento, provocando você a mudar sua mentalidade em relação ao comer, à sua autoimagem, autocuidado, autorrespeito, assim como mudança de suas escolhas relacionadas à alimentação, atividade física e descanso com equilíbrio;
  7. Ajuda você a experienciar maior satisfação, realização e plenitude no seu dia a dia a partir da mudança de olhar frente às experiências, prática da gratidão, identificação de aprendizados positivos, melhoria contínua e busca de novos sentidos para a vida;
  8. Provoca você a desenvolver novas habilidades e competências não somente pensando na sua qualificação profissional, mas especialmente despertando o desfrutar de novas experiências e estímulo à criatividade.

Experimente você mesmo o impacto que o health coaching provoca na sua vida. Marque sua sessão e inicie hoje mesmo sua jornada de transformação rumo a viver com mais sentido, bem estar, equilíbrio, saúde integral, realização, plenitude, felicidade.

PERSONALIDADE, CARÁTER, TEMPERAMENTO: o que eles têm a ver?

PERSONALIDADE, CARÁTER, TEMPERAMENTO: o que eles têm a ver?

É muito comum, no cotidiano, observarmos pessoas utilizando estes termos – personalidade, caráter, temperamento – muitas vezes como sinônimos para expressar informações sobre comportamento, jeito de ser de alguém, forma de pensar, sentir e agir. Mas será mesmo que se tratam da mesma coisa? O que estes conceitos têm a ver?  É disso que hoje falaremos aqui no blog.

TEMPERAMENTO

Segundo o referencial teórico da TCC (terapia cognitivo comportamental), o termo temperamento se refere aos componentes da nossa base biológica, ou inata. Diz respeito às informações genéticas que herdamos dos nossos pais referentes a características afetivas e volitivas, como o humor, introversão ou extroversão, afetividade, inibição ou impulsividade.

Diz respeito, assim, aos fatores genéticos e hereditários transmitido por nossos pais e antepassados e que chegam até nós via transmissão transgeracional de código genético “printado” em nosso DNA.

Cloninger é um dos autores que propôs a existência de 4 dimensões de temperamento, conforme abaixo:

  1. EVITAÇÃO A DANO: caracterizada por uma natureza mais esquiva, passiva e tímida, com inibição de comportamento frente à possibilidade de ameaça e/ou frustração. São indivíduos mais cautelosos, planejadores, ou medrosos, tímidos, passivos, ou mesmo pessimistas, que sempre estão empenhando esforços para evitar que algum dano lhes aconteça ou aos que lhe são importantes;
  2. DEPENDÊNCIA DE RECOMPENSA: caracterizada por uma natureza mais sentimental, emocional, voltado ao apego e empatia. Costumam ser aqueles indivíduos mais calorosos, abertos às interações, afetivos, mas também podem ser aqueles mais conhecidos como “bonzinhos”, numa versão mais submissa e insegura;
  3. BUSCA POR NOVIDADE: caracterizada por uma natureza exploratória, curiosa, impaciente, impulsiva frente à possibilidade de satisfação. Normalmente vemos estas características em indivíduos mais impetuosos, que adoram novidades, inovações, entusiasmados, extravagantes, que buscam por recompensas e que, em contrapartida, também podem se mostrar mais impulsivos e irritadiços;
  4. PERSISTÊNCIA: caracterizada por natureza mais determinada, perfeccionista, capaz de persistir por longo tempo dedicada a tarefas de recompensa tardia. São pessoas dispostas a enfrentar desafios com insistência, costumam ser assíduos, seguir normas e regras, determinados, muitas vezes demonstrando rigidez e dificuldades adaptativas.

CARÁTER

Ainda sob este mesmo referencial da TCC, a estrutura de caráter é entendida como o conjunto de componentes aprendidos na nossa história de desenvolvimento, interações com o ambiente e outros seres humanos. São formas de pensar e agir consequentes da nossa experiência e influências de códigos culturais.

Estes componentes aprendidos envolvem nossos valores éticos e morais que exercem total influência sob nosso comportamento resultante e modulam também nossas predisposições biológicas (temperamentais).

PERSONALIDADE

Já o termo personalidade diz respeito ao conjunto de características psicológicas que determinam nossos padrões de pensar, sentir e agir, envolvendo, assim, tanto o temperamento (fatores hereditários / biológicos) quanto o caráter (fatores ambientais / aprendidos). Isto quer dizer que a personalidade é a resultante que envolve tanto aspectos inatos como aprendidos, que são expressos sinalizando o que há de mais marcante no nosso jeito de ser.

A personalidade é uma verdadeira organização de cognições (pensar), emoções (sentir) e condutas (agir) que determinam o comportamento de uma pessoa.

Não há como precisar o quanto de DNA e o quanto de fatores ambientais serão expressos por cada pessoa, uma vez que as diferentes culturas valorizam ou inibem determinados valores, comportamentos e outras questões que interferem no como expressamos nossa personalidade de forma mais espontânea, expressiva ou mais inibida. Além disso, estamos em permanente interação no meio, o que proporciona um grande dinamismo no vivenciar das experiências e desafios de vida, e que também interfere no como expressamos a nossa personalidade em diferentes momentos de vida.

COEFICIENTE DE EMAGRECIMENTO: o que é?

COEFICIENTE DE EMAGRECIMENTO: o que é?

Para que seja realidade um emagrecimento sustentável é fundamental que você vá além de cumprir à risca a dieta da sua nutricionista e o treino do seu personal trainer / academia. Emagrecimento sustentável envolve mudança de mentalidade, mudança de hábitos e de estilo de vida de forma duradoura, com consistência e continuidade. Pensando neste sentido, hoje resolvi escrever para você sobre o coeficiente de emagrecimento.

O coeficiente de emagrecimento é um indicador que faz você entrar em contato com seu estado atual, gerando um “retrato” do seu mindset. Ou seja, mapear o seu modelo mental relacionado à autoimagem, emagrecimento e estilo de vida. Isto porque ele faz você entrar em contato com seu estado atual de autoimagem (peso, medidas, visual), de pensamentos (crenças sabotadoras), emoções e comportamentos sabotadores, deixando claro para você qual seu estilo atual de vida (saudável ou não), assim como funciona sua mentalidade referente emagrecimento.

É um indicador gerado a partir da ferramenta de coaching de mapeamento de estado atual e estado desejado, que faz você tomar consciência de como está no momento, sensibilizar você de que precisa entrar em ação para tornar real sua transformação, reconhecer o que precisa ser feito, estruturar sua meta de emagrecimento e rota de ação, autocompromisso, autorresponsabilidade pelo seu processo, mobilizando em você motivação e justificativas reais para você direcionar seu poder de ação, tempo, energia, dedicação e colocar em prática tudo o que precisa ser feito para alcançar sua meta de emagrecimento.

E como é possível medir ele? Fazendo um antes X depois das suas crenças, comportamentos e resultados alcançados no seu processo de emagrecimento. Você pode fazer o seu mapeamento utilizando os seguintes passos:

    1. Identifique seu Estado Atual: tire uma foto sua no seu atual estado, antes de iniciar o seu emagrecimento. Coloque ela numa folha e ao lado dela escreva seu peso atual, suas atuais medidas, seu estado emocional e de (in)satisfação com você mesma hoje;
    2. Reconheça sua Meta de Emagrecimento: no mesmo papel da sua foto, escreva qual sua meta de emagrecimento (quantos kg a emagrecer, em quanto tempo, até qual data), colocando também os motivos que justificam seu empenho de tempo, esforço, dedicação, autocompromisso com seu processo;
    3. Identifique suas Crenças Sabotadoras: escreva no verso do mesmo papel de mapeamento do seu estado atual, todas as suas crenças (falas, pensamentos, frases que você diz para você mesma com verdade) a respeito de você e do que impede você de tornar realidade seu emagrecimento até aqui. Anote também os seus comportamentos autorssabotadores nesta sessão;
    4. Declaração de Autocompromisso: Abaixo das suas crenças sabotadoras agora identificadas, faça a sua declaração de autocompromisso, seguendo o seguinte modelo: “Eu, (nome completo), assumo o compromisso comigo mesmo(a) a partir de hoje de dedicar tempo, esforço, energia, comprometimento com o meu processo de emagrecimento. Assumo 100% de autorresponsabilidade sobre cada etapa dele, entendendo que ele é um processo, e não um lugar no podium. Assumo que acolherei minhas vulnerabilidades nos momentos difíceis, mas sempre direcionando meu poder de ação com coragem para fazer melhores escolhas em cada momento, pensando no meu objetivo de processo a ser alcançado. Assumo que farei o que preciso for para tornar este resultado de forma saudável, com equilíbrio e mudança efetiva de mentalidade e estilo de vida.” Coloque a cidade, data/mês/ano e assine. Este é o seu contrato de emagrecimento e mudança de mentalidade.

A ideia é você repetir este mesmo mapeamento de coeficiente de emagrecimento ao final do seu processo, de modo a tornar clara sua transformação e resultado alcançado para seu cérebro reconhecer racionalmente e emocionalmente a sua mudança sustentável a ser dada continuidade.

COACHING E PNL

COACHING E PNL

Quando falamos de coaching, falamos de uma metodologia que propõe você entrar em ação, entendendo que a ação é o principal motor para gerar resultados, seja qual for o assunto. Mas há um ponto super importante a ser considerado: para que uma pessoa entre em ação ela precisa ter motivos.

Motivos para entrar em ação significa encontrar razões que justifiquem o investimento de tempo, energia, recursos seja qual eles forem. E os motivos de cada pessoa são estruturados a partir do sentido do que ela se propõe ser, fazer, viver. Os motivos podem ser valores, contribuições, estilo de vida, fatores de felicidade e realização, mas todos eles nascem de crenças que estão enraizadas no nosso mindset.

E a PNL (Programação Neurolinguística) entra nesta história por ser um dos referenciais teóricos e práticos do coaching que propõe que o que fazemos, realizamos em vida é diretamente determinado pelo que comunicamos a nós mesmos. Isto é, nossa capacidade de entrar em ação, fazer coisas, gerar resultados, mudanças e transformações é diretamente relacionada aos comandos que damos ao nosso sistema, especificamente ao nosso cérebro.

Anthony Robbins, um dos autores responsáveis pela propagação da PNL, em seu livro “Poder sem limites” (1986), afirma que nós temos a capacidade de mudar nosso estado mental, emocional, físico, assim como nossos resultados a partir do que imaginamos e dizemos a nós mesmos. Ou seja, que podemos reprogramar nosso sistema a partir de imagens internas e construção de crenças fortalecedoras, que potencializam nossa energia e recursos internos, gerando, assim, motivos para entrar em ação e tornar realidade aquilo que comunicamos ao nosso sistema.

Ele sinaliza que podemos mudar a qualidade dos nossos diálogos internos e visualizar antecipadamente cenários que desejamos viver como estratégia de impulsionar todo o nosso mental, emocional, fisiologia para ativar todos os recursos que estão a disposição para entrar em ação e gerar os resultados desejados, “só temos de aprender como mudar e usar nossa mente e nosso corpo de maneira mais eficiente” (Robbins, 1986 ed.24ª, p.27).

Um dos caminhos que ele sinaliza que podemos fazer esta reprogramação de sistema de crenças é através da modelagem, ou seja, a partir do aprendizado com historias de pessoas que alcançaram os resultados que desejamos alcançar, buscando entender o que elas queriam (objetivo), o que comunicavam a si mesmas (crenças fortalecedoras), quais medidas elas estruturaram para alcançar o que queriam ( o que fazer, iniciativas, plano de ação), quais resultados parciais elas geraram (se aproximando ou distanciado no objetivo), quais ajustes de rota fizeram (flexibilização) até alcançar o resultado almejado.

Sendo assim, o coaching utiliza-se desta estratégia para promover mudança de mentalidade no coachee, fazendo ele entrar em contato com suas crenças limitantes, entender o quanto elas estão limitando seu poder de ação, provocando-o a criar, fortalecer, ativar crenças fortalecedoras que potencializem seu poder de ação, fazendo ele agir rumo aos resultados que deseja tornar realidade.

COACHING DE CARREIRA: o que é

COACHING DE CARREIRA: o que é

O coaching de carreira propõe direcionar foco e poder de ação para questões de carreira e/ou do negócio. Ele ajuda o coachee a potencializar seus talentos (competências e habilidades) e trazer clareza para seu alinhamento de propósito, valores, perfil comportamental e sentido de vida.

Esta metodologia tem-se mostrado uma estratégia de alto impacto na preparação de pessoas para prospecção de novas e melhores oportunidades no mercado de trabalho. Isto porque convida o cliente a vivenciar ferramentas de autoconhecimento, planejamento, avaliação de perdas e ganhos, de modo que ele se aproprie de seus interesses, da sua história pessoal e profissional, dos seus pontos fortes e oportunidades de desenvolvimento.

Neste sentido, o coaching de carreira ajuda candidatos a terem maior clareza do que têm de melhor a oferecer ao mercado e empresas, assim como do que estão buscando para seu novo momento de carreira alinhado ao sentido de vida como um todo.

Isto ajuda e muito o coachee reconhecer quais seus critérios atuais de escolha profissional de modo a construir sua tomada de decisão de forma mais mais sustentável e assertiva. Com isto, provoca o cliente a quebrar o paradigma “a decisão certa”, entendendo que a tomada de decisão acontece muitas vezes ao longo da vida, a depender do seu momento de vida, das suas necessidades dentro do novo contexto e de seus novos critérios de decisão.

Ademais, o coaching de carreira ajuda o coachee a visualizar e traçar novas rotas e promover busca de novas posições no mercado de modo assertivo, bem como trabalhar o gerenciamento de expectativas quanto ao tempo de uma nova posição. Também auxilia na visualização de outras formas de trabalho, como a atuação como profissional autônomo, freelancer, empreendedor, entendo que o trabalho e o sentido dele extrapola formas tradicionais de contratações, mas que, sem dúvidas, precisa estar alinhado aos seus objetivos de vida para que possa investir tempo, energia, dinheiro na sua realização.

Além dos benefícios que já citamos acima, o coaching de carreira promove melhoria de performance, produtividade, alcance de metas, resultados, e melhoria na qualidade dos relacionamentos interpessoais.

Psicologia Transpessoal: o que é?

Psicologia Transpessoal: o que é?

A Psicologia Transpessoal é considerada como quarta força da psicologia, sucessora das outras 3: 1ª)Psicanálise, 2ª)Psicologia Comportamental 3ª) Psicologia Humanista . É uma abordagem que envolve a síntese de referenciais teóricos de outras escolas da psicologia, especialmente tendo como autores de referência  Carl G. Jung, Abraham Maslow, Viktor Frankl (Logoterapia), Carl Rogers (Psicologia centrada na Pessoa ACP), Ken Wilber e Stanislav Grof, e que surgiu em 1967 junto com outros movimentos como o o New Age o Movimento do Potencial Humano.

É uma linha de trabalho da psicologia que propõe estudo sobre a consciência e prática de estados não ordinários, incluindo técnicas da meditação, relaxamento, hipnose, e a contemplação da dimensão espiritual e busca de transcendência do ser humano.

Neste sentido a psicologia transpessoal é entendida por muitos autores como uma abordagem que considera a busca de sentido e aprendizados a partir das experiências, entendimento de causas x efeito de vivência incluindo fatores de transcendência, espiritualidade, de campo vivencial e bioenergético, entendidos como experiências transpessoais, que extrapolem o indivíduo e incluem seu contexto.

        As 5 Dimensões do Ser

A Constelação Familiar é uma das técnicas dentro desta 4ª força da psicologia, a transpessoal, por ela trazer na sua proposta estes aspectos acima citados. Isto é, o ser humano é compreendido de forma multidimensional (ser bio,psico, social, cultural, espiritual), que ele não existe isoladamente, mas sim faz parte de um contexto, influenciando e recebendo influências dele de modo recíproco, buscando sentido, aprendizados e entendimentos para sua existência a partir das experiências que vive enquanto indivíduo e parte de sua constelação.

 

Em termos práticos, ela propõe acessar conteúdos inconscientes do indivíduo e de sua constelação familiar a partir de pessoas que são convidadas a entrarem no campo e representarem pessoas do enredo familiar da pessoa que está constelando. É uma técnica vivencial e em grupo que trás muitos aprendizados a todos os participantes que as teorias do discurso não abarcam. Trás a luz entendimento experiencial de sentido, causa e efeito do contexto atual, resoluções de “nós energéticos” familiares, prática do perdão, inclusão, respeito, ordem sistêmica e outros aspectos ligados à dinâmica transpessoal.