COACHING E INTELIGÊNCIA EMOCIONAL

COACHING E INTELIGÊNCIA EMOCIONAL

Se você já esteve aqui neste blog anteriormente, certamente já deve ter visto outros artigos falando como o coaching é uma metodologia de ação e resultado. Ou seja, que provoca você tomar consciência dos seus incômodos no seu estado atual, elencar seus motivos para alcançar um resultado específico, estruturar um plano de ação com os recursos e o que precisa ser feito para alcançá-lo e, por fim, entrar em ação. Hoje vamos falar como podemos utilizar esta metodologia com foco em desenvolver sua inteligência emocional e como colocar em prática ferramentas para melhor lidar com suas emoções.

Inteligência Emocional: o que é

Daniel Goleman, psicólogo e jornalista, cunhou pela primeira vez o termo inteligência emocional ao lançar seu livro de mesmo nome em 1995, após anos de pesquisas sobre o comportamento humano. Ele define inteligência emocional como a “capacidade que um indivíduo tem de identificar os seus próprios sentimentos e os dos outros, de nos motivarmos e gerir os impulsos dentro de nós e em nossos relacionamentos” (GOLEMAN, 1995).

Diz respeito ao modo como lidamos com as nossas emoções e com as das pessoas próximas e como direcionamos ações e decisões ao lidar com elas.

As habilidades que envolvem a Inteligência Emocional são aprendidas, ou seja, não nascemos com estas habilidades inatas, mas sim com o potencial para desenvolvê-las a partir das relações que estabelecemos com nós mesmos (eu x eu) com os outros (eu x outro) e como percebemos e nos posicionamos no mundo (eu x mundo). Aprendemos e treinamos com a prática da auto-observação e a cada interação com outras pessoas.

Saber como agir em momentos de dificuldade e melhorar os relacionamentos interpessoais depende de como os pensamentos, os sentimentos e as atitudes são gerenciados.

A IE impacta diretamente e de forma positiva na nossa saúde física e mental, na expressão de todas as nossas dimensões de vida (biológica, psicológica, social, cultural, espiritual), na qualidade dos nossos relacionamentos, bem como no nosso sucesso profissional.

Pilares da IE:

São 5 pilares da inteligência emocional. Para que você consiga colocar em prática, é fundamental desenvolver e contemplar todos os 5:

AUTOCONSCIÊNCIA: conhecer seu perfil comportamental (temperamento, traços de personalidade, atitudes, comportamentos, habilidades), nomear suas emoções (o quê?), compreender como as emoções acontecem em você (como?), motivos, situações ou gatilhos que contribuem para a sua experiência emocional (por quê?), entender suas necessidades emocionais (para que? o que necessito?), como expressar de forma assertiva, estratégias de enfrentamento e tomada de decisão

AUTOCONTROLE: autorregulação emocional, controle de impulsos e expressão, adaptação, resiliência

IE não se trata de anular, abafar, reprimir suas emoções, mas sim permitir-se sentir e buscar entender o que você está sentindo, ou seja, qual o papel, qual a função que esta emoção está exercendo por você e qual ou quais necessidades emocionais e direitos estão envolvidos nesta experiência emocional.

Quanto falamos de autocontrole, estamos sinalizando a importância de não agir dominado pela emoção. A IE propõe entender as emoções para gerenciar sua expressão e experiência emocional, incluindo aceitar as próprias emoções, compreender porque elas estão acontecendo no momento, aceitar os próprios limites e buscar a melhor estratégia de enfrentamento e de resolução de problema.

Um ponto importante é que, do mesmo modo que é possível sentir, nomear e entender emoções desagradáveis ou difíceis como a raiva, tristeza, nojo, é possível estimular o sentir, nomear e promover as emoções agradáveis ou positivas, de modo que elas auxiliem você a perceber o que faz bem, o que proporciona felicidade, plenitude, realização e direcionar seu poder de ação para escolhas saudáveis, assertivas viver uma vida com sentido.

Outro ponto fundamental é perceber que não é possível deixar se sentir ou mudar as suas emoções, mas sim mudar a reação que você tem a partir delas. Permitir-se sentir é o primeiro passo para a tomada de consciência e compreensão do que motivou aquela emoção e porque ela está acontecendo. E é a partir do entendimento da sua experiência emocional que você terá condições de escolher como agir de forma mais assertiva.

Quando você não se permite sentir, normalmente você coloca em prática alguma estratégia evitativa, que somente negará o que está acontecendo, tanto emocionalmente como o problema em questão, postergando a tomada de consciência, não focando na resolução. Isto pode acarretar em impactos nos seus relacionamentos, nos seus resultados, nos seus negócios.

MOTIVAÇÃO: motivação intrínseca(seus motivos para entrar em ação) ou aptidão mestra, motivação extrínseca (motivação a partir do contexto e interações, que vem dos outros), orientação para realização, solução de problemas e resultados

Ao analisar sua trajetória de realizações e fracassos, pessoas que tem IE alta identificam que erros, falhas e fracassos se deram por algum fator interno seu e por este motivo podem modificar, ajustar, aprimorar, supera. Estas pessoas apresentam autorresponsabilidade, isto é, responsabilizam-se por seus erros, não terceirizam problemas, não culpabilizam outras pessoas, perguntam-se o que podem fazer a partir desta falha, focam na solução, buscam aprimorar praticando a melhoria contínua e superação.

Outro fator importante é o flow ou estado de fluxo. Ele acontece quando você está envolvido em alguma atividade estimulante, que motive você, utilizando seus talentos e interesses,  gerando uma experiência emocional agradável, com foco, energia, presença, de modo que você perde a noção do tempo por estar fluindo, sem se conectar com eventuais distrações. Pessoas com alto IE costumam entrar em flow de forma frequente e isto impacta diretamente e de forma positiva no seu humor, energia, disposição, satisfação e realização.

EMPATIA: é a habilidade de reconhecer a experiência emocional do outro, a partir da escuta ativa e presença. É a compreensão das emoções do outro, entendimento de suas necessidades emocionais e como ele expressa. É buscar compreender as motivações do outro, como ele deseja ser ajudado, orientado, apoiado, considerar o lugar e ponto de vista do outro, quais suas expectativas x realidade, consciência do todo e da melhor solução para melhor atender com os recursos disponíveis no momento.

HABILIDADES SOCIAIS: diz respeito à qualidade das relações, e como você executa habilidades sociais como influenciar, persuadir, mediar conflitos, trabalhar em equipe, liderar, desenvolver, treinar, aprimorar.

Para que serve a IE:

Mais do que controlar emoções, o objetivo da IE é agir com inteligência no entendimento, regulação e canalização das emoções.

Ela ajuda você a acolher suas vulnerabilidades, compreender suas emoções, o que as motivam, qual função e/ou papel elas estão exercendo para você naquele momento.

Ajuda você reconhecer e compreender seus medos e inseguranças, de modo a estruturar estratégias para lidar com eles e superá-los progressivamente.

Viabiliza a tomada de consciência de hábitos nocivos e crenças limitantes, provoca reflexão e ativa seu poder de ação para eliminá-los, construir e fortalecer novos hábitos saudáveis e crenças fortalecedoras.

Permite você ativar e colocar em prática seu potencial, a partir do continuado processo de autoconhecimento e melhoria contínua.

Ajuda você acolher, respeitar e compreender as vulnerabilidades, emoções e necessidades dos outros, praticar a empatia, escuta ativa, melhorando a qualidade dos seus relacionamentos.

Auxilia no aprimoramento da sua comunicação, expressão de emoções e ideias, posicionamento, influenciar positivamente as pessoas, persuadir, vender e entregar o seu melhor alinhado com o que os outros necessitam e solicitam a você.

Faz você ser um líder melhor, desenvolver sua capacidade de gerir pessoas atento às necessidades e perfis de todos do time, incentivando, inspirando, orientando e dando os imputs e recursos necessários de acordo com o que cada pessoa necessita. Isto aumenta o envolvimento, participação ativa, engajamento, comprometimento e responsabilidade de todos nas entregas de resultados, melhoria contínua e alcance de objetivos do time colocando o que cada pessoa tem de melhor em ação.

Ferramentas para lidar com as emoções

Nesta sessão, listo abaixo algumas ferramentas que auxiliam você a lidar com as emoções para aprimorar sua inteligência emocional:

  • RESPIRAÇÃO: pratique a respiração diafragmática de forma lenta, mas sem sufocar, na necessidade do seu organismo, concentrando todo o seu foco apenas em acompanhar e observar o inspirar e expirar. É um excelente exercício de atenção plena, desconexão de preocupações e emoções desagradáveis, bem como de auto-observação e autoconhecimento.
  • MEDITAÇÃO e MINDFULLNESS: existem vários tipos de meditação e exercícios de mindfullness (atenção plena) disponíveis em diversos canais (youtube) e apps. As meditações guiadas e meditações ativa (em forma de movimentos) são excelentes exercícios para colocar-se no presente, treinar a respiração, bem como trabalhar autoconhecimento, respeito ao tempo do seu organismo e superação.
  • DIÁLOGO INTERNO SAUDÁVEL: buscando compreender suas emoções, quais funções e papéis elas estão exercendo, o que necessita no momento, quais soluções possíveis, quais estratégias mais assertivas e saudáveis.
  • ATIVIDADE FÍSICA: para eliminar tensões, estresse, faça caminhada ou outras práticas esportivas que ajudem você extravasar emoções desagradáveis e tensões, assim como proporcionar liberação de hormônios de prazer, sentir sensação de bem estar e equilíbrio.
  • HOBBIE: pratique atividades que estimulem sua criatividade, colocar em prática interesses e habilidades de forma prazerosa e que levem você a vivenciar o estado de flow.
  • NADISMO: permitir-se momentos “offline”, momentos de relaxamento, descanso, de nada fazer, de vazio. Eles são excelentes estratégias para desconectar da rotina, gerar espaço mental para novas ideias assim como recarregar o corpo energeticamente.
  • QUEBRE A ROTINA: mude de postura após longos períodos numa posição, alongue o corpo,  troque de tarefa, crie distrações saudáveis, pausas ao longo do dia,  promova lazer, descanso, de forma a desconectar para reconectar. São estratégias que otimizam sua recuperação energética e mudança de padrão emocional.
  • ORGANIZAÇÃO: procure limpar, organizar seu ambiente, tanto em casa como no trabalho. Isso proporciona também organização mental de ideias, sensação de bem estar, acolhimento, equilíbrio, ordem que facilitará sua produtividade com leveza.
  • LINGUAGEM CORPORAL: preste atenção na linguagem do seu corpo assim como das pessoas à sua volta. Escute atentamente e com interesse, valorizando a opinião dos outros assim como a própria. Escute genuinamente e sem respostas prévias já pensadas. Coloque-se aberto e não na defensiva. Responda somente no seu momento de fala, sem interromper o outro. Esteja de mente limpa e aberta para exercitar a observação e escuta plenas.

Quer saber mais sobre Inteligência Emocional? Então deixo para você estas dicas de leituras para seu aprofundamento:

  1. Brown, Bené. A coragem de ser imperfeito. Sextante. 2016.
  2. David, Susan Phd. Florescer. Agilidade emocional. Cultrix, 2018.
  3. Goleman, D. Inteligência Emocional. A teoria revolucionária que define o que é ser inteligente. Rio de Janeiro: Objetiva, Tradução revista em 2001 do original  1995.
  4. Santos, Alexandre H. O poder de uma boa conversa. São Paulo- SP.Editora Vozes. 2017.
  5. SiamarPalestra Inteligência Emocional. Daniel Goleman. DVD 70 min. 2011.
  6. Weisinger, Hendrie. Inteligência Emocional no Trabalho. Rio de Janeiro: Objetiva, 1997.
  7. Marshal, Rosenberg. Comunicação não-violenta. Técnicas para aprimorar relacionamentos pessoais e profissionais.  Ágora; São Paulo, SP. 2006.
  8. Miranda, Roberto Lira. Comunicação não-violenta. Além da Inteligência Emocional.  Campus; São Paulo, SP. 1997.
  1. Sellingan, Martin E. P. Florescer. Uma nova compreensão sobre a natureza da felicidade e do bem-estar. Rio de Janeiro, RJ: Objetiva, 2012.

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INTELIGÊNCIA EMOCIONAL: por que desenvolver

INTELIGÊNCIA EMOCIONAL: por que desenvolver

Falamos no artigo anterior sobre Educação Emocional. Agora vamos falar sobre como desenvolvê-la, incluindo o conceito de Inteligência emocional.

Segundo a psicologia, a inteligência emocional é um processo de reconhecimento de e avaliação das emoções e desenvolvimento de habilidades emocionais e comportamentais, tornando o indivíduo mais hábil no lidar com as próprias emoções, reconhecer as dos outros e promover estratégias de enfrentamento mais assertivas.

A inteligência emocional envolve a prática diária de reconhecimento de emoções e geração de estratégias assertivas de como  lidar com eles. Não quer dizer dar tratamento somente a emoções negativas, já que muitas pessoas quando em estado de euforia também podem perder a mão em suas entregas, comunicação e relacionamentos.

Gerenciar e desenvolver estratégias assertivas de como lidar com as emoções gera benefícios tanto no campo pessoal como profissional, sendo o principal deles o equilíbrio e bem estar.

São 5 os indicadores de Inteligência Emocional (IE):

  1. Autoconhecimento
  2. Gestão das Emoções
  3. Automotivação
  4. Relacionamento
  5. Empatia

A imagem abaixo resumo muito bem as características de pessoas que desenvolvem e praticam bem a inteligência emocional para viver com maior alinhamento, bem estar, saúde mental, equilíbrio, qualidade de vida e das suas relacionais. Veja:

Existem diversas práticas para você promover e exercitar o autoconhecimento, desenvolvendo, assim,  sua inteligência emocional. Seguem algumas dicas de atividades para que possa experimentar e sentir na prática seus resultados:

  • Psicoterapia individual e em grupo;
  • Coaching individual ou em grupo;
  • Leituras, filmes, vídeos e podcasts sobre autoconhecimento;
  • Terapias orientais (reiki, acupuntura, yoga, etc) e corporais;
  • Atenção Plena (exercícios de mindfullness e meditação)
  • Retiros espirituais e/ou terapêuticos;
  • Treinamentos e avaliações comportamentais.

O autoconhecimento é parte do desenvolvimento da inteligência emocional. É um processo que precisa ser cultivado e alimentado por toda a vida. Através dele aprendemos mais sobre nós mesmos, como nos relacionamos com os outros e nos posicionamos no mundo. Aprendemos técnicas e reconhecimento e regulação emocional, treinamento de habilidades sociais que super contribuem para que você desenvolva:

  • Maior percepção de suas emoções, sejam elas positivas e negativas;
  • Entendimento dos significados, eventos e situações a elas relacionados;
  • Estruturação e treinamento de estratégias assertivas de enfrentamento;
  • Treinamento e desenvolvimento da empatia;
  • Treinamento e desenvolvimento de autocompaixão;
  • Treinamento e melhoria nos processos de comunicação;
  • Otimização das relações pessoas e profissionais, garantindo expressão e respeito aos direitos e necessidades das pessoas envolvidas

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EDUCAÇÃO EMOCIONAL: o que é e por que praticar

EDUCAÇÃO EMOCIONAL: o que é e por que praticar

Em tempos em que temos acompanhado tantas notícias difíceis, comportamentos e discursos bélicos, intolerância, preconceitos os mais diversos, além do aumento e casos de suicídio em todas as idades, bem como as estatísticas de adoecimento psico-emocional, em especial depressão, quadros de ansiedade, pânico, adicções, compulsões, falar sobre educação emocional torna-se fundamental. Hoje neste artigo vamos falar o que é e por que é importantíssimo praticar a educação emocional.

EDUCAÇÃO EMOCIONAL: O QUE É?

Educação emocional, como o nome em si já nos sinaliza, é um processo educativo direcionado a conhecer, nomear as emoções, reconhecer a presença delas, seus gatilhos, prestar atenção no que elas falam sobre nós, o que elas querem transmitir de informação. Como pode perceber, são várias ações envolvidas no processo, e isso não nascemos sabendo, é um processo que aprendemos ao longo do nosso desenvolvimento.

Nossas primeiras referências de como reconhecer e acessar emoções são os nossos cuidadores, isto é, pais, familiares, professores, sendo lá na infância nossas primeiras “aulas” de educação emocional feitas por eles de forma consciente e intencional ou não.

Antigamente não se falava muito sobre este assunto. Porém hoje, cada vez mais, se torna de suma importância falar sobre as emoções, educação, regulação e processamento emocional, como etapas e estratégias de saúde mental, treino e desenvolvimento de comunicação e expressão assertiva.

Todas estas ferramentas impactam nas relações que estabelecemos, e é melhor que aprendamos para fazer o impacto ser positivo, estabelecermos relações saudáveis e possamos conhecer mais sobre nós mesmos, os outros e o mundo que vivemos

REGULAÇÃO EMOCIONAL

A regulação emocional é uma estratégia que também aprendemos como parte da educação emocional. Consta de ferramentas práticas como exercícios respiratórios, de atenção plena, focalização, técnicas cognitivas e vivenciais, que nos ajudam a perceber nosso estado emocional e, mais do que isso, nos ajuda a despotencializar e regular emoções muito intensas.

Na regulação emocional, a proposta é perceber a presença da emoção, assessá-las e regulá-las, sem sucumbir a elas, entendendo que as emoções fazem parte de nossa experiência psico-emocional, de que não somos as emoções em si, mas que muito temos de aprender com elas. E para isso é preciso aceitar a presença delas, abrir-se e permitir-se senti-las.

Vivenciar processos emocionais são também estratégias de autoconhecimento e aprendizagem, mas que não passam pelas articulações racionais, lógicas, cognitivas. Aqui o aprendizado se dá através do sentir, do perceber.

POR QUE PRATICAR A EDUCAÇÃO EMOCIONAL?

Praticar a educação emocional é uma importantíssima estratégia de prevenção e promoção de saúde mental. Aprender a reconhecer e nomear as emoções abre portas para um aprendizado através do sentir, que muito contribui também para processos cognitivos e executivos, como a tomada de decisão, resolução de problemas, mediação de conflitos.

Incluir o aprendizado através das emoções como parceiro de processos executivos é de grande riqueza, pois as emoções ajudam a reconhecer sensorialmente o que nos faz bem e o que não nos faz bem.

É muito recorrente ouvir no consultório pessoas que sinalizam não conseguirem entrar em ação ou tomar uma decisão, por conta de um medo muito grande, uma vergonha, uma insegurança, um desamparo e falta de apoio. Quando elas começam a reconhecer as próprias emoções, isso abre portas para elas conhecerem as necessidades emocionais que desejam e precisam buscar suprir.

A partir daí poderão direcionar sua atenção para estratégias assertivas de comunicação interpessoal, ou seja, de modo a pedir o que precisa, quebrar possíveis distorções cognitivas (pensamentos disfuncionais automáticos, crenças limitantes) que a impedem de ser em sua plenitude.

Sendo assim, praticar a educação emocional proporciona alguns destes benefícios:

  • AUTOCONHECIMENTO
  • ATENÇÃO PLENA
  • AUTOPERCEPÇÃO
  • APRENDIZADOS através do SENTIR
  • AUTORRESPEITO
  • AUTOCUIDADO
  • REGULAÇÃO EMOCIONAL
  • EQUILÍBRIO
  • ASSERTIVIDADE na COMUNICAÇÃO e RELAÇÕES

COMO PRATICAR A EDUCAÇÃO EMOCIONAL

O processo de educação emocional envolver várias etapas e muita, muita prática. Mas para ficar mais claro e resumido o que aprendemos ao desenvolver estratégia, segue o abaixo etapas do processo:

  1. Conhecer e nomear as emoções;
  2. Aprender a reconhecê-las;
  3. Aprender que todas as emoções são importantes para nosso autoconhecimento, tanto as agradáveis como as desagradáveis, e que todas elas nos ensinal algo importante sobre nós;
  4. Identificar gatilhos que sirvam de precipitantes das emoções. Podem ser situações estressoras, conversas difíceis, relações, pessoas, perdas, avaliações, julgamentos, emoções, fatos, acontecimentos que nos sintamos impactados, afetados, emocionados a partir deles;
  5. Aprender a prestar atenção às emoções, estar presente, em estado de atenção plena, e aceitar a presença delas, assim como prestar ação ao que elas sinalizam sobre nós mesmos;
  6. Identificar quais automatismos reproduzimos com frequência, tanto de pensamento quanto de comportamento, e a quais emoções eles se conectam;
  7. Regular a intensidade, quebrar distorções de pensamentos associados;
  8. Propor novas e diferentes ações das que seu sistema já está habituado a fazer de forma automatizada, mas nem sempre deixa você bem, pleno, saudável e com plenas condições de lidar com os desafios cotidianos;
  9. Treinar e aprender com os resultados gerados;
  10. Persistir e voltar para sua rota a cada recaída.
  11. Desenvolver a continuidade;
  12. Fortalecer e firmar estes novos hábitos de prevenção e promoção de saúde.

Este aprendizado pode acontecer por diferentes estratégias, seguem algumas delas que deixo aqui para você como sugestão de práticas:

  • Terapia individual
  • Terapia em Grupo
  • Técnicas de meditação e mindfullness (atenção plena)
  • Life Coaching
  • Palestras psicoeducativas sobre educação emocional ou inteligência emocional;
  • Palestras sobre prevenção e promoção em saúde mental;
  • Palestras e workshops sobre regulação emocional;
  • Técnicas cognitivas (TCC);
  • Técnicas vivenciais (Terapia do esquema, TCC, TFE);
  • Técnicas de autocompaixão, perdão e compromisso (ACT);
  • Atividades físicas, especialmente que exigem atenção plena(ex. yoga);
  • Atividades artísticas que ajudam a trabalhar expressão através do corpo e voz (ex. teatro, dança, canto, etc);

Estas são algumas sugestões, mas é enorme o número de técnicas e possibilidade de praticar a educação emocional por conta própria, promover na sua empresa, na sua escola, faculdade, universidade. O fato é que quando aprendemos e praticamos a educação emocional, todos saem ganhando, pois amplia o autoconhecimento, melhora a comunicação e expressão de desejos, necessidades, direitos, consequentemente melhorando a qualidade das relações,  posicionamento, ações, tomadas de decisões, escolhas, contribuições no mundo.

Experimente, faça, aprenda muito com esta estratégia de autoconhecimento, convide e incentive as pessoas que ama e que estão à sua volta, promova na sua empresa, organização. Você mesmo verá na prática melhorias significativas na prevenção e promoção de saúde mental, processos decisórios, participação e engajamento, melhoria em comunicação, assertividade, qualidade, resultados, proporcionando mais equilíbrio, inteligência ao lidar com as emoções e desafios do dia a dia.

E para quem quer saber mais, ficam abaixo estas dicas de leitura e filme:

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GESTÃO DE CRISE: desafio na liderança de equipes

GESTÃO DE CRISE: desafio na liderança de equipes

Muito temos ouvido e lido notícias sobre o contexto em que estamos vivendo de eclosão de crises, no campo político, econômico, social, tanto no nível Brasil como mundo. Isso nos traz um tema muito importante para falarmos aqui: a gestão de crise e o desafio de conduzir ela na liderança de equipes.

O QUE É CRISE?

Situação de crise, seja em qual nível for (político, social, econômico, biológico, individual, familiar, relacional, etc), envolve o estabelecimento de um conflito, interno ou externo, por diferentes formas de pensar sobre um determinado assunto, por choque de diferentes visões e interesses, exigindo, assim, um empenho, esforço, dedicação dos envolvidos na situação para manutenção do equilíbrio, estabilidade emocional, foco na melhor resolução do conflito e problemas envolvidos e tomada de decisão assertiva.

Ela pode envolver perdas, mudanças, transformações, envolvendo necessariamente um aumento de vulnerabilidade dos sujeitos envolvidos porque muitas vezes envolve situações nunca antes vividas por eles ou mesmo acontecimentos súbitos de alto impacto, em que, por mais que nos preparemos, não temos o controle sobre eles em nossas vidas.

As crises, de um modo geral, têm como ponto positivo promover processos adaptativos,  crescimento, gerar aprendizados, desenvolvimento, potencializar a resiliência dos envolvidos e geração de novos cenários, novas oportunidades e novos equilíbrios sistêmicos.

DESAFIO PARA LIDERAR

Quando trazemos este conceito de crise para o ambiente das empresas, instituições, corporações ou mesmo familiar, percebemos nitidamente a presença de todos estes pontos acima citados como envolvendo uma situação de crise, especialmente a divergência de interesses, visões, desequilíbrio sistêmico e o surgimento de um cenário de oportunidades de crescimento para todos.

Daí a pergunta que surge é: e o que se pode fazer para gerenciar com assertividade  situações de crise? Como a liderança pode agir e acionar recursos e pessoas para melhor lidar e buscar as melhores soluções para o mais rápido possível ultrapassar e resolver a situação crítica? Eis aqui algumas dicas que você pode experimentar na prática junto à sua equipe para gerenciar e superar situações de crise:

  1. INSPIRE-SE EM LIDERANÇAS DE SUCESSO: isto se chama tecnicamente de modelagem, ou seja, você pode aprender com a história e experiência de outros grandes lideres, com  os desafios e crises que eles superaram, com o modo que eles pensaram e buscaram soluções. Muitas vezes você pode até não está diante de uma situação exatamente igual, mas pode experimentar estratégias que você aprendeu com eles e que fazem sentido na situação que está vivendo;
  2. CORAGEM: pelo fato das crises se tratarem de contexto de alta vulnerabilidade dos envolvidos, um líder de sucesso precisa exatamente promover em si e nos seu time a coragem, a atitude de enfrentar os desafios da crise, ainda que com todos os medos, receios. Pois é a coragem e o enfrentamento que levam os indivíduo a acionarem seus recursos internos, seu poder de ação e focar em buscar as melhores saídas e soluções para superação da crise. Qual o líder é corajoso, autêntico e carismático, nitidamente o envolvimento e engajamento da equipe nas ações acontece, pois as pessoas terminam se conectando com ele como um norte a ser seguido e fazendo cada um a sua parte;
  3. COMUNICAÇÃO TRANSPARENTE, FRANCA E NÃO VIOLENTA: em momentos de crise nem sempre o líder estará sorrindo, alegre, mas sim corajoso, confiante e tendo em mente que, diante de uma situação crítica ativadora das vulnerabilidades de todos os envolvidos, é preciso comunicar-se de forma franca, sincera, coerente e transparente. Isto porque as pessoas precisam saber e sentir o que de fato está acontecendo para que possam agir em conjunto, fazendo o melhor que podem fazer, assim como evitar qualquer possibilidade de quebra de confiança. Para isso é preciso manter muita calma, equilíbrio, habilidade para lidar com pressão, ativando o senso de responsabilidade em si e em cada um da equipe direcionando todos para solucionar o problema, evitando toda e qualquer culpabilização, vitimização, fuga ou terceirização de responsabilidades;
  4. ESTEJA PRESENTE: evite distanciar-se da sua equipe, esteja presente para tranquilizar a equipe, deixar claro que você está com eles, que você também faz parte de tudo isso e que juntos buscarão as melhores saídas e soluções para os desafios envolvidos. Estimule também o estar junto, o compartilhar de informações precisas, estritamente necessárias e importantes a todos e o pertencimento de modo a fortalecer o senso de equipe e foco na resolução de problemas;
  5. GESTÃO DA EMOÇÃO: por se tratar de situação que gera vulnerabilidades, inseguranças e fragilidades, é fundamental o líder promover a calma, gerenciar suas emoções, agir com equilíbrio, demonstrar confiança e valorizar o que há de melhor nos colaboradores, chamando-os a promover equilíbrio, união e foco para melhor atravessar a tempestade com foco;
  6. ALINHE EXPECTATIVAS E REVISE METAS: situações de crise muitas vezes fará a liderança e a equipe ter de realinhar as expectativas de performance, resultados, custos, investimentos e, consequentemente, as metas a serem trabalhadas. Isto é fundamental para que se possa evitar frustrações e trabalhar de forma realista;
  7. VISÃO DE LONGO PRAZO: isto ajuda o líder a sinalizar para a equipe que a situação de crise não é em si o fim, mas uma etapa de um processo muito maior de objetivos e resultados a serem alcançados, assim como a importância de reconhecer que os cenários mudam, apesar do planejamento, e que estas mudanças de contextos geram também novas oportunidades;
  8. INCENTIVE A INOVAÇÃO E CRIATIVIDADE: se as situações de crise promovem novos cenários, então o líder deve estimular seus liderados a pensar “fora da caixinha”, a imaginar soluções com os recursos disponíveis no momento e também inovadoras para resolver os desafios envolvidos;

Estas dicas foram aqui listadas para auxiliar você a conduzir sua equipe com maestria, baseada em experiências de grandes líderes. Experimente e veja você mesmo como isto pode ser feito e gerar grandes oportunidades de crescimento e desenvolvimento para todos envolvidos. Depois compartilhe conosco sua experiência e resultados.

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COACHING E MINDFULNESS: quais benefícios

COACHING E MINDFULNESS: quais benefícios

O coaching é uma metodologia de ação e resultado que utiliza ferramentas e técnicas de algumas diversas áreas científicas do conhecimento (ex: administração, psicologia positiva, neurociência, PNL). Dentre estas ferramentas, o mindfulness é uma das técnicas de alto impacto quando inseridas no processo de coaching. Hoje vamos falar sobre quais benefícios de praticá-la no coaching.

MINDFULLNESS

Mindfulness é o termo que significa o estado mental de presença, de atenção plena, que acontece quando focamos nossa atenção no aqui e agora, ou seja, no que estamos fazendo no presente momento. Foi estruturado enquanto técnica terapêutica de regulação da atenção e emoções,  a partir de pesquisas sobre meditação e funcionamento do cérebro quando em estado meditativos, estudos estes realizados por pesquisadores americanos como o médico americano Jon Kabat-Zinn e os psicólogos Marsha M. Linehan e Steven C. Hayes.

Estes estudos muito contribuíram para a propagação da meditação enquanto técnica com referencial teórico científico bem estruturado, independente dos conceitos religiosos budistas, contribuindo, assim, como ferramenta em psicoterapias, processos de autoconhecimento e gestão emocional. O mindfulness contribui diretamente e com grande eficácia no tratamento de quadros de ansiedade e depressão, suicídio, compulsão, dores crônicas, assim como outros quadros psicoemocionais e potencialização da atenção e foco.

9 ATITUDES DO MINDFULNESS

Para praticar o mindfulness não é preciso grandes esforços, apenas o autocompromisso de prática diária. Esta técnica propõe exercícios simples de atenção plena, e apenas 5 minutos de prática diária já são suficientes para promover melhorias significativas e bem estar.

John Kabat Zinn propôs como princípios do mindfulness 9 atitudes a serem desenvolvidas e alcançadas através da prática progressiva do mindfulness. São elas:

  1. Atenção Plena
  2. Mente de Principiante = ver as coisas como se fosse a 1ª vez
  3. Não Julgamento
  4. Aceitação
  5. Desapego = Deixar ir, soltar, entregar
  6. Confiança
  7. Paciência
  8. Ausência de Esforço
  9. Gratidão

MINDFULNESS NO COACHING

O coaching inclui o mindfulness enquanto ferramenta por ela ser uma técnica prática, de fácil realização e promoção de resultados e transformação de alto impacto. A prática progressiva do mindfulness ao longo do processo de coaching e no pós processo, incluindo como prática de novos hábitos, tem como principais benefícios:

  • Promover mudanças de hábito e estilo de vida;
  • Autoconhecimento e desenvolvimento de inteligência emocional;
  • Mudança de mentalidade para um mindset voltado a aprendizado;
  • Maior foco, produtividade, organização e planejamento;
  • Expansão da consciência e de entendimento das situações que o coachee vivencia
  • Estimular processos criativos
  • Desenvolver habilidade de resolução de problemas e tomada de decisão;
  • Redução do estresse, promoção de saúde mental e melhor enfrentamento dos desafios e lidar com as emoções;
  • Promover saúde integral, realização, desfrute, plenitude e felicidade no dia a dia.

O mindfulness contribui para o coachee (o cliente) se tornar cada vez mais consciente de seus processos, atento e aberto às oportunidades que o aqui e agora proporciona, assim como diminuir a ansiedade e o dispêndio energético excessivo com o fazer e pensar de múltiplas coisas ao mesmo tempo.

Já o coach (o profissional) se coloca de forma sempre presente e atento aos processos do coachee, às suas necessidades imediatas, bem como de médio e longo prazo relacionadas ao objetivo de processo.

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