COACHING ERICKSONIANO: o que é?

COACHING ERICKSONIANO: o que é?

Entre as tantas metodologias de coaching disponíveis no mercado de desenvolvimento humano, o coaching ericksoniano é uma proposta metodológica fundamentada nos ensinamentos dos teóricos Milton Erickson e Betty Erickson.

Este modelo de coaching traz, das contribuições destes autores, o uso de técnicas de hipnose como ferramentas para que o coachee possa extrair aprendizados dos seus níveis inconscientes de processamento.

Neste referencial teórico, o coachee é compreendido como sujeito ativo e autorresponsável no seu processo de transformação, trazendo dentro de si um sistema repleto de respostas e soluções de problemas conectadas com a realidade que ele é capaz de criar. Neste sentido, o coachee é convidado a entrar em contato com estas suas potencialidades e perceber-se como capaz de gerar suas respostas e promover as verdadeiras mudanças de que necessita.

Através de uma conexão e comunicação peculiar entre coach e coachee, são propostos exercícios vivenciais que convida o coachee a entrar em estado de transe hipnótico em que seus limites aprendidos e conscientes  são rebaixados. Este estado de transe favorece o acessar de crenças e experiências que estejam contribuindo no momento atual para processos de autossabotagem, paralisia ou esquiva de situações e conquistas por ele desejada, seja qual for o campo de sua vida.

Ao longo do processo de coaching ericksoniano, o coachee experiencia um espaço seguro, estruturado a partir de uma relação de segurança e confiança cocriada com seu coach, para acessar estas experiências e ressignificá-las de forma positiva, desconstruindo crenças limitantes, criando novas crenças fortalecedoras, acessando dentro de si a realidade que de fato deseja viver, impulsionando-o  a construí-la e entrar em ação rumo à transformação e resultados que busca para sua vida.

Empoderamento: como conquistar

Empoderamento: como conquistar

Empoderamento é uma palavra bastante usada nos últimos tempos, especialmente em debates sócio-políticos e comportamentais. A palavra significar “dar poder” e isto pode ser feito de diversas formas.

Quando trazemos este debate para a esfera do coaching e também da psicoterapia, ela nos provoca refletir sobre dois conceitos: auto-estima e poder de ação.

Auto-estima

Falar de auto-estima é considerar a relação que a pessoa estabelece consigo mesma, ou seja, como funciona a estima que ela tem por si mesma. Isto se estrutura a partir do seu desenvolvimento psíquico e relacional, a partir de sua criação, dos estímulos recebidos a partir das suas interações com familiares, amigos, escola e outras esferas de relacionamento, bem como o quanto ela é incentivada a conectar-se consigo mesma, suas potencialidades e habilidades.

Quando falamos que alguém tem uma “auto-estima em dia”, sugerimos que ela está bem consigo mesma, com “auto-estima elevada” ou positiva. E dizemos que ela está empoderada de sua identidade, de seus recursos, para fazer e realizar o que se propõe. Do mesmo modo, quando alguém se autodeprecia, não confia na sua competência, nas suas habilidades e potencialidades, significa que esta pessoa está com uma “auto-estima baixa”, necessitando empoderar-se. Isto é, precisando resgatar sua identidade, apropriação de suas fortalezas e do que faz ela ser única no mundo.

Em suma, falar de auto-estima significa entender qual a avaliação que o sujeito faz de si mesmo, se positiva ou negativa, se fortalecedora ou depreciativa, e, consequentemente, perceber quais emoções associadas ele tem a partir desta autoavaliação, como ele se relaciona e se posiciona no mundo.

Poder de ação

Poder de ação é um conceito relacionado à capacidade que o indivíduo tem de entrar em ação, de mobilizar suas forças para agir, rumo a um posicionamento, mudança, transformação, resultado a ser alcançado.

Quando falamos de empoderamento, trazemos a reflexão de que uma pessoa empoderada é uma pessoa que tem poder de agir, de entrar em ação, de expressar suas necessidades, de lutar pelos seus direitos, e de seguir rumo aos resultados que deseja alcançar, fazendo o que for necessário para alcançá-los. De modo contrário, uma pessoa não empoderada, encontra-se com seu poder de ação limitado ou mesmo comprometido, tendo dificuldades de agir, de mobilizar esforços, de providenciar recursos e mesmo de buscar a ajuda necessária para conseguir o que deseja alcançar.

Como conquistar o Empoderamento?

Para conquistar o Empoderamento, a grande sacada é você desenvolver de modo integrado estes 2 conceitos na relação consigo mesmo: auto-estima e poder de ação.

Estabelecer uma relação de gostar de si mesmo, de suas potencialidades, de suas habilidades, incluindo aceitar suas imperfeições e limitações é o caminho de estruturar uma auto-estima positiva, saudável, e construir uma identidade integrada e fortalecida, criando condições psíquicas para que você possa entrar em ação.

À medida que você acredita no seu potencial, na sua competência, habilidades, diretamente contribuir para tomar consciência do quanto pode agir para gerar resultados, transformações e mudanças, seja para si mesmo, para ajudar outras pessoas e contribuir para o mundo.

O poder de ação acontece a partir desta relação saudável consigo mesmo, de reconhecer o que precisa ser feito para alcançar o que deseja, e de se propor a entrar em ação, fazendo o que precisa ser feito, apesar do medo e apesar das próprias limitações. É assim que se conquista o empoderamento, desenvolvendo sua resiliência, sua capacidade de superar as adversidades / desafios de jornada, numa relação positiva consigo mesmo e com sua capacidade de mobilizar esforços para entrar em ação.

Espiritualidade X Religião

Espiritualidade X Religião

Falar de espiritualidade é muito importante tanto num processo de coaching como de psicoterapia. Isto porque a espiritualidade é uma esfera de vida tão importante quanto outras na jornada de cada pessoa.

Muitos ainda acreditam que espiritualidade e religião são a mesma coisa, mas em verdade não são, ainda que se proponham falar e exercitar temas relacionados à transcendência e conexão como o divino ou algo maior do que o indivíduo.

Espiritualidade

Falar de espiritualidade é falar de uma busca incessante por aprimoramento constante enquanto ser no mundo, ponto de luz, energia, padrão vibratório, seja qual nome você queira dar, através do autoconhecimento e do exercício da vida em coletividade. Inclui o entendimento do nosso papel no mundo, junto às pessoas, pertencentes a um grande sistema, e como podemos contribuir para fazer da nossa existência individual e em coletivo um caminho de vasto aprendizado, melhoria contínua e contribuições para as próximas gerações.

Vivenciar a espiritualidade é uma jornada única para cada pessoa, mas que inclui experiências e temas (amor, compaixão, merecimento, ética, respeito, etc) que as religiões compartilham e promovem cada uma à sua maneira, mas não necessariamente é preciso estar inserido numa delas para exercitar sua espiritualidade.

Religião

Falar de religião é considerar um modo de viver a partir de padrões de conduta para um indivíduo e para uma coletividade que ele faz parte. As religiões, em geral, fornecem um caminho para vivenciar a espiritualidade, mas com regras, crenças e ritualística definidas por instituições, para nortear um grupo de pessoas e sua relação com o que ela entende ser divino, transcendente.

O fato é que cultivar a espiritualidade, através ou não de uma religião, é uma parte importante da vida. Permite o indivíduo nutrir-se de aprendizados existenciais e experienciais, valores, atitudes, comportamentos, buscando ser uma presença melhor no mundo. Amplia sua consciência sistêmica, enquanto ser parte de um universo, de quais papéis ele pode exercitar energética e ativamente para esta coletividade, gerar transformações e contribuições para o mundo ser um lugar melhor para se viver.

Quando este tema é debatido e incluído num processo de coaching e/ou psicoterapia, abre-se um importante espaço para entender como o sujeito estabelece sua relação consigo mesmo, com os outros e com o mundo. Como ele estrutura seu pensamento, seus comportamentos, atitudes, sistema de crenças e valores, sendo uma oportunidade para reconhecer o quanto estes geram impactos positivos e/ou negativos na sua expressão, relações, auto-estima, poder de ação, posicionamento e enfrentamento dele no mundo e frente às diversas situações / conflitos.

O que é Mentoring?

O que é Mentoring?

Muito se ouve pessoas falarem sobre o processo de mentoria ou mesmo buscam este serviço como uma ferramenta de autodesenvolvimento. Mas afinal, o que é Mentoring?

Mentoring

Mentoring é um processo em que um profissional com profunda bagagem técnica e experiencial, seja qual for a área e seu know-how, se propõe a ajudar outra pessoa que tem menos conhecimento e tempo de estrada.

O mentor, tutor, ou mais informalmente “padrinho”, é o profissional que realiza este serviço de  provocar reflexões e insights para o crescimento de outra pessoa com menos experiência e arsenal técnico, partindo do pressuposto “se eu consegui, você também consegue”.

Foco do processo de mentoria

A ideia é que o mentor compartilhe com este mentorado suas experiências, aprendizados, superações, conhecimentos técnicos, no sentido de mostrar possibilidades de ação, resolução de problemas e conflitos, gestão, entre outros objetivos. O mentorado poderá testar na prática as sugestões propostas por seu mentor para a partir disso verificar se é um caminho ou estratégia que também faz sentido para ele, ou se é o caso de realizar ajustes e adaptações para atingir os resultados que pretende.

Técnicas

O princípio técnico da mentoria é a modelagem, ou seja, uma pessoa mais experiente, que tenha vivenciado situações desafiantes, superações, erros e acertos servirá de inspiração e modelo para o aprendiz que está buscando novas estratégias e rotas  de ação para alcançar seus objetivos.

Alguns especialistas consideram o mentoring como estratégia de desenvolvimento de pessoas, de modo a proporcionar troca, crescimento, uso de talentos, bem como estruturar novas rotas de contribuições para os colaboradores. Já outros entendem como uma estratégia de gestão do conhecimento, no sentido de propagar pela organização as melhores práticas e técnicas, através das trocas entre colaboradores, e gerar continuidade na produção do conhecimento organizacional.

Sessões de mentoring incluem conversas, debates, reflexões, partilha de técnicas e experiências e provocações para o aprendiz, normalmente com foco em desenvolvimento pessoal, técnico e profissional.

É uma prática muito comum também no universo dos empreendedores, que buscam outros com maior vivência, técnica e tempo de mercado para estruturarem ou ajustarem seus negócios em diferentes momentos.

ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL: Vocacional, Transição, Mudança, Ressignificação de Carreira

ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL: Vocacional, Transição, Mudança, Ressignificação de Carreira

A Orientação Profissional, mais conhecida leigamente como Orientação Vocacional, é uma das diversas linhas de trabalho da psicologia.

Ela tem por objetivo ajudar a pessoa a reconhecer interesses, características suas de personalidade (perfil comportamental), fatores de tomada de decisão de modo que ela possa identificar áreas de conhecimentos e profissões que ela se identifique e possa fazer sua escolha profissional para seguir na sua carreira.

Ao contrário de que muitos pensam, a carreira de uma pessoa não é linear e sempre seguindo um comportamento ascendente. Ela reflete a sua dinâmica psico-social, sua jornada de vida, seus ciclos de transformação, mudança, adaptação a suas novas realidades bem como do contexto em que se encontra.

Números Impactantes

Dados de pesquisa feita pela multinacional holandesa Randstad apontam que 24% dos brasileiros trocaram de empregos, sendo que destes, 6% mudaram radicalmente suas carreiras profissionais no ano de 2016.

Já fontes da Receita Federal apontam que, entre 2014 e 2016, 55.402 pessoas declararam saída definitiva do país, o que aponta um crescimento de 81,61% do número de pessoas a deixarem o Brasil, se comparado ao período de 2011 a 2013. Somado a isso, o SEBRAE sinaliza que 11,1 milhões de empresas foram criadas nos últimos 3,4 anos no Brasil

Tendências

E o que estes números revelam? Que cada vez mais brasileiros estão revisitando suas carreiras, seja como CLT, seja tornando-se empreendedores, seja saindo do país para buscarem novas oportunidades no exterior.

E onde entra a Orientação Profissional neste cenário? Entra como metodologia que ajuda pessoas a:

  • Reconhecerem seus talentos, pontos fortes, pontos fracos, oportunidades e ameaças frente ao novo cenário econômico em que se encontram
  • Identificarem áreas de conhecimento, novos formatos de trabalho e profissão a partir deste novo contexto de vida em que se encontram
  • Encontrarem novos motivos para estruturarem suas carreiras (1ª escolha vocacional)
  • Reestruturarem sua fornada profissional (2ª escolha vocacional), com novos sentidos para trilhar planos de ação seja para mudar de área, de emprego, de país, seja para desenvolver um novo negócio.
  • Prepararem-se para aposentadoria, podendo a pessoa, antecipadamente ou mesmo ao serem desligadas neste final de carreira, reconhecer novos interesses seus, novos sentidos para o trabalho em sua vida, de modo a estruturar um novo plano de continuidade da sua jornada profissional, respeitando seu novo momento.

Para quem a OP serve?

Sendo assim, a Orientação Profissional atende os seguintes perfis:

  • Jovens em final do ensino médio focados em sua 1ª escolha vocacional.
  • Jovens que não tenham se identificado com o curso/faculdade/área de conhecimento/mercado de trabalho da sua 1ª escolha vocacional e desejam redirecionar suas carreiras
  • Jovens em final de faculdade que não saibam por onde começar a busca de oportunidades e inserção no mercado de trabalho.
  • Pessoas que já tenham trilhado uma jornada consistente, mas que hoje não estão mais satisfeitas com sua escolha profissional até aqui e querem ressignificar ou mudar radicalmente de área
  • Pessoas que tenham sido desligadas e pediram para sair de empregos formais e identificam no empreendedorismo uma oportunidade para redirecionarem suas rotas de carreiras fazendo algo que mais se identifiquem e conciliando com outras necessidades suas de vida
  • Pessoas que estejam em final de trilha de carreira formal e estão próximas a se aposentarem.

Se você está neste momento se sentindo perdido quanto a que rumo tomar para sua carreira, não tenha medo de buscar ajuda profissional qualificada para que possa otimizar seu processo de reconhecimento de novos interesses, motivos, perfil, critérios de decisão profissional para que possa fazer uma nova escolha consciente.

A Roda da Vida: suas funcionalidades e benefícios

A Roda da Vida: suas funcionalidades e benefícios

A Roda da Vida é uma ferramenta de coaching que propõe o coachee entrar em contato com 12 áreas da sua vida, convidando ele a fazer uma reflexão de como ele entende cada uma delas e avaliar como elas se encontram no estado atual.

Indicadores

A grande sacada de fazer a Roda da Vida num processo de coaching ou mesmo psicoterapia é trazer indicadores de satisfação, realização e felicidade para o cliente se apropriar e provocar uma tomada de consciência de como está sua vida de modo integral, sistêmico, no presente momento. Sendo assim, é possível entender a Roda da Vida como uma ferramenta de auto-feedback com foco no autoconhecimento.

Alavancagem e Plano de ação

Uma vez que o cliente tenha avaliado a si mesmo nestas 12 esferas, ele passa para uma segunda etapa de reflexão que chamamos tecnicamente de alavancagem. Ou seja, a partir da reflexão feita através da Roda da Vida, ele é convidado a reconhecer quais áreas estão ok e quais estão lhe gerando incômodos ou precisam de ajustes, provocando-o a propor pelo menos uma ação para cada esfera que ele percebe precisar fazer algo para mudar, ser e viver melhor, mais feliz, satisfeito e com saúde integral.

Esta etapa de alavancagem é finalizada com a construção do Plano de Ação, de modo que o coachee saia da sua sessão com sua rota do que fará, a partir de hoje, para entrar em ação e seguir em busca de sua vida com mais equilíbrio, realização, felicidade, de forma integral, sistêmica.

Benefícios e funcionalidades

Outra funcionalidade e benefício que a Roda da Vida proporciona para o cliente de coaching ou psicoterapia é que ele entre em contato com habilidades e dificuldades, por exemplo, reconhecendo áreas que ele se destaca e áreas outras que não tem tanto engajamento e/ou boa performance. A ideia é que ele se pergunte por que isso acontece e como ele pode buscar equilibrar ou mesmo trazer uma habilidade/talento que ele tem numa esfera e propor direcionar nesta outra esfera que esteja dificuldade de gerar melhores resultados.

Esta ferramenta também serve como ótimo indicador de progresso do cliente no seu processo, para ser feita no início e final do trabalho, de modo que ele se depare com seu processo evolutivo, com as ações que ele se propôs realizar x realizadas, ou seja, gera um “antes x depois” bem direto gerando impacto nele do quanto vale a pena investir em si mesmo e do quanto ele consegue agir para fazer melhorias em sua vida.

Como consequência, ela também serve ao cliente como ferramenta auto-motivacional, uma vez que ele vendo e reconhecendo seu próprio progresso, certamente terá seu sistema retroalimentado com dados da realidades que comprovam seu sucesso no empenho de esforços para mudança, fortalecendo sua autovalidação, sua crença em si mesmo como alguém que pode ser e realizar muito mais, basta querer e colocar-se em ação.

 

Virei mãe…e agora? Maternidade e Carreira

Virei mãe…e agora? Maternidade e Carreira

Virei mãe…e agora? Será que consigo resgatar minha carreira profissional? Sim, é possível, mas certamente envolverá uma série de novos desafios. Mas você já parou para pensar no quanto está disposta a enxergar as infinitas possibilidades a partir da maternidade?

Vamos aproveitar que o mês de maio começou e ampliar esta reflexão sobre desafios de Maternidade x Carreira. Hoje separei para você que está pensando em tornar-se mãe, ou já está vivendo este momento a todo vapor, 5 estratégias que mulheres adotam para resgatarem e/ou ressignificarem suas carreiras a partir da maternidade:

  1. Organização e Planejamento: organizar e planejar, considerando seu momento atual, tempo a ser dedicado com qualidade, seja para o trabalho, seja para estar plenamente com seus filhos e em família. No início, a dedicação à criança é integral, mas vai mudando com o passar dos meses e anos, de modo que você possa incluir tarefas suas profissionais nos momentos em que a criança esteja dormindo, na escola, em atividades extras, ou com familiares.
  2. Gerenciamento Emocional: talvez seja um dos maiores desafios, pois não se pode excluir que a avalanche hormonal é grande durante e após a gestação. Mas perceber qual o seu momento, suas variações de humor e entender que isso vai passar, leva você a uma atitude mais positiva para ultrapassar esta fase. E se precisar de uma ajuda a mais (fazer terapia ou acompanhamento médico), não hesite em buscar profissionais que possam ajudar você a ultrapassar e lidar melhor com os altos e baixos desta etapa, resgatar seu poder de ação e auto-estima.
  3. Rede de apoio: Construir ou encontrar uma rede de apoio saudável é fundamental para que possa focar naquilo que só você possa fazer, seja pelo seu bebê, seja pelo seu trabalho. Não tenha receio de terceirizar tarefas que outras pessoas à sua volta (parceiro(a), familiares, amigos) possam fazer no seu lugar, porque é fato que não se pode dar conta de tudo sozinha. Além disso, ter pessoas à sua volta que você possa compartilhar sua experiência (ex: outras mães com mesmos desafios e dilemas) é muito importante para ter um espaço de escuta, apoio emocional e mesmo para pensar em estratégias de enfrentamento e resolução de problemas que sozinha você não esteja conseguindo visualizar e colocar em prática.
  4. Flexibilidade: esta estratégia vale para tudo, seja para ampliar seu horizonte e pensar em novos formatos de trabalho (home-office, meio período, freelancer, autônomo, empreendedorismo), seja para pensar em várias alternativas para enfrentar e solucionar problemas da sua jornada enquanto mãe, mulher, esposa e profissional. Sua rotina inclui mais responsabilidades e mais pessoas envolvidas, e a flexibilidade se torna mister para pensar vantagens e desvantagens antes de tomar decisões em qualquer esfera de vida.
  5. Tempo: é importante ressignificar sua relação com o tempo. Seja o seu tempo de agenda, rotina, seja de vivenciar experiências. Antes de ser mãe, muitas decisões suas poderia impactar somente em você mesma ou num número de pessoas mais reduzido ao seu redor. Ao ter um filho, você começa nesta nova jornada com um bebê que vai exigir no começo sua atenção integral e, com isso, tempo para fazer outras coisas se tornará escasso.

Focar na urgência, no não conseguir dar conta de tudo, no que está abrindo mão de fazer por ser mãe e cuidar de um bebê alimenta uma avalanche negativa de pensamentos, atitudes e emoções que só deixarão você muito mal e limitarão seu poder de ação.

Incluir a tolerância, autocompaixão, aceitar que existe um tempo para as coisas, fases temporais da maternidade, assim como perceber que você pode retomar  progressivamente ao seu trabalho, seja o antigo ou um novo a ser construído, leva você a fortalecer um mindset mais saudável, respeitando seu tempo de aprendizado, focando no que você pode fazer a cada etapa da sua jornada, dividindo melhor seu tempo (agenda, rotina) a partir dos desafios que você tem a ser superado em cada momento.

GRATIDÃO: motivos para exercitar

GRATIDÃO: motivos para exercitar

Muito tem-se falado sobre a importância de exercitar a Gratidão no dia a dia. Mas afinal, para que exatamente?

Significado

Semanticamente, entendemos que gratidão significa ser grato por algo que recebemos, vivemos, reconhecimento a alguém por um feito que nos beneficiou, agradecimento a Deus ou ser, entidade superior de luz, energia, no sentido de devolver ao universo a energia/benção que nos foi doada de forma a retroalimentar o sistema de abundância e prosperidade. Mas existe uma importância no exercício da gratidão  que se soma e ultrapassa este significado.

Mindset e Ciclo da Realidade

Quando decidimos agradecer, no exato momento que intencionamos nossa gratidão, fazemos uma escolha muito importante: optamos por enxergar o que de bom recebemos e aprendemos com nosso dia, a partir de nossas experiências.

Ao tomar esta decisão, enviamos um comando para o nosso cérebro enxergar os aprendizados a partir de cada situação em que vivemos e, como consequência, deixamos para trás um padrão reativo mental para assumir um mindset ativo e focado no aprendizado. Informamos também ao nosso “hardware” quais conexões desejamos fazer a partir do que vivemos e recebemos, e qual realidade decidimos ver e estruturar.

Tomada esta decisão, todo o nosso ciclo de realidade é estruturado. Ou seja, dos 400 bilhões de bites que recebemos e processamos por segundo, segundo os cientistas Joe Dispenza e John Hagelin, selecionamos 2.000 bites para processar de forma consciente e configurar nossa realidade, e, como consequência, o que decidimos ver faz com que direcionemos esforços e energias para criar o mundo que visualizamos, ser quem nele nos enxergamos, fazer o que precisa ser feito para ter e realizar o que vemos e estruturamos como realidade. Esta analise sintetiza as contribuições da Psicologia Positiva, Neurociência, Neuropsicologia, Medicina e Física Quântica para entendermos mais o que acontece conosco ao exercitar a gratidão, como enxergamos e estruturamos nossa realidade.

Motivos

Como este texto surgiu a partir do “para que devemos exercitar a gratidão?”, nada melhor, após entender o mecanismo, do que deixar os motivos para praticar. Confira:

  • Fortalecer o Mindset Ativo e voltado a aprendizados positivos.
  • Direcionar seu olhar para as coisas, situações e pessoas que surgem e que lhe proporcionam experiências de alegria, bem estar, felicidade, aprendizados positivos, exercício da compaixão.
  • Quebrar o padrão do vitimismo, deixando de se colocar como vítima de tudo que acontece à sua volta e conectado com o que há de ruim e negativo nas situações.
  • Quebrar o padrão persecutório e o julgamento dos outros e do mundo como vilões que o tempo todo dedicam tempo e energia para prejudicar você.
  • Potencializar seu poder de ação, de forma que você concentre seu olhar, esforços, tempo e energia naquilo que de fato está ao seu alcance para fazer, mudar e transformar.
  • Gerar conexões neuronais e ativação de bombas de neurotransmissores que proporcionam sensação de bem estar, equilibram o sistema imunológico, combatem e previnem a depressão, ansiedade crônica, assim como outros quadros de enfermidade física e mental.

E para concluir, deixo este vídeo com uma estratégia fácil de colocar em prática diariamente para exercitar a gratidão e você mesmo desfrutar dos benefícios por trás desta ferramenta de auto-cuidado:

Ferramentas de Coaching: o que são?

Ferramentas de Coaching: o que são?

Você deve ouvir muito falar por aí o quanto os coaches se utilizam, nos processos de coaching, de ferramentas para aprimorar resultados, performance, alcançar objetivos entre outros quesitos desejados pelos clientes. Mas afinal, o que são as ferramentas de coaching?

Como o nome em si já sugere, ferramentas de coaching tem por objetivo auxiliar o cliente a ajustar, alinhar, consertar ou superar alguma dificuldade/obstáculo que ele esteja encontrando na sua caminhada, seja pessoal, de negócio, de carreira, entre outros enfoques, mas que sozinho ele não está conseguindo resolver aquele problema / incômodo.

Falando mais tecnicamente, as ferramentas de coaching são um conjunto de estratégias, métodos, técnicas que os coaches se utilizam para ajudar seus coachees (clientes) na:

  • Tomada de Consciência: reconhecimento de seu estado atual, pontos críticos , de incômodos, fraquezas e ajuste.
  • Estruturação e visualização: para que o coachee possa se conectar com o que quer ser, qual realidade deseja viver e criar para si, de modo que o fazer, ter e realizar surjam como consequência e fluidez.
  • Geração de evidências: de modo que o coachee encare a realidade de frente, tanto aspectos positivos dela, como pontos a serem superados
  • Construção de Metas e Objetivos: para que o cliente consiga construir metas alcançáveis, estimulantes, para que ele tenha motivos para se colocar em ação.
  • Identificação de Habilidades e Competências: como estratégia de autoconhecimento, apropriação de suas capacidades e potencialidades.
  • Aprendizados de novas habilidades: com intuito de aprender novas formas de pensar, agir e comportar-se alinhado aos seus objetivos de vida, carreira e negócios.
  • Gestão e monitoramento: fundamental para que possa melhor usufruir do seu tempo com qualidade, gerar melhoria de processos, comunicar-se e agir com assertividade, bem como lidar com suas emoções e não deixar que as mesmas comprometam à qualidade das suas entregas.

São inúmeras as ferramentas e elas são estruturadas de acordo com as necessidades específicas dos clientes, ainda que existam muitas bastante conhecidas no mercado, como a Roda da Vida, o Road Map, entre outras.

A ideia não é simplesmente respondê-las e colocá-las em prática, mas sim ajudar o coachee na tomada de consciência do que precisa ser feito/ajustado, assim como direcionar ele na sua conexão com seus pontos de aprendizados, busca de sentido e propósito, melhoria de performance e produtividade, reestruturação e ressignificação de mindset, crenças, atitudes e comportamentos, e prática da continuidade.

Mas é muito importante ressaltar que elas não são feitas aleatoriamente pelos coaches. São estruturadas com base em referenciais teóricos da administração, engenharia, psicologia, neurociência, entre outros campos científicos, sempre objetivando levar para o coachee as melhores práticas e técnicas dentro do que ele tem como objetivo de processo e desenvolvimento.

 

O que é Coaching Vocacional?

O que é Coaching Vocacional?

O Coaching Vocacional é um estilo / modalidade de coaching que tem foco em auxiliar pessoas com dúvidas e questões referente à escolha profissional, que pode acontecer em diferentes momentos de vida e carreira.

Tradicionalmente, quando falamos em trabalho voltado à parte vocacional, sempre lembramos dos adolescentes e dos anseios e conflitos que vivenciam em tenra idade pela 1a escolha profissional. Sim, eles são parte deste universo vocacional, mas não são os únicos que podem vivenciar a experiência do coaching vocacional, já que ao longo da nossa vida é possível fazermos novas escolhas, seja no sentido de mudar totalmente de rota, seja no sentido de ressignificar para seguir em frente na mesma em que se encontra.

O que faz o coach vocacional

O trabalho do coach vocacional é servir de facilitador no processo do coachee que busca ter maior clareza sobre seus objetivos de carreira, entendimento de pontos de insatisfação x momento de vida e carreira, clareza dos seus interesses, habilidades, competências, de modo que o coachee venha a decidir por novos caminhos, seja para ingressar numa nova área / ocupação profissional, seja realizar uma transição e encontrar novos motivos e sentidos para seguir em frente na escolha que aqui já vinha exercitando até aqui.

Etapas do processo

Para que este trabalho aconteça, é importante levar o coachee a passar por algumas etapas norteadoras:

  • Autoconhecimento: conhecer suas características, pontos fortes, fraquezas, interesses, habilidades, motivações, potencialidades reconhecimento e alinhamento de percepções eu x outro x mundo.
  • Valores: entrar em contato com valores que são realmente importantes na sua vida e carreira e o quanto ele tem honrado ou colocado eles em cheque. Isto certamente impacta nas suas escolhas e tomadas de decisão.
  • Missão, Propósito: para que este coachee se conecte com o sentido da sua vida como um todo e o que busca de sentido para sua jornada profissional. Qual papel no mundo, na sua vida e comunidade deseja / se reconhece para que possa identificar motivos para entrar em ação em busca de tornar isso realidade.
  • Conhecimento do mercado: provocá-lo a informar-se sobre as diversas profissões, formas de trabalho / ocupação,  conhecer e entrar em contato com as diversas áreas, atividades, modos de fazer, objetos, ambientes profissionais e formas de contratação, quebrando alguns mitos e alinhando sua percepção sobre o mercado de trabalho.
  • Critérios de Escolha: fazer o coachee reconhecer “o quê, para quê, onde, fazendo o quê, e com quem” ele deseja atuar, para que possa aos poucos filtrar e gerar critérios alinhados com seus interesses, perfil, valores e propósito.

Para vivenciar estas etapas, o coachee ao longo das sessões realizará uma série de ferramentas com foco em avaliar seu perfil comportamental, reconhecimento de fazeres de seu interesse, identificação de habilidades, potencialidades mais fortes, médias ou fracas, reconhecimento de valores, missão, propósito, critérios de tomada de decisão, pesquisa de profissões, ocupações, instituições de ensino, ambientes de trabalho, bem como vivenciar entrevistas sempre com foco reflexivo para conectar todos os pontos que lhe permitam decidir e entrar em ação rumo às escolhas que se tornaram claras ao longo do processo.

Em resumo, o processo de coaching de carreira tem como entregas principais:

  • Auxiliar o coachee a Identificar carreira / área / ocupação profissional que mais se identifica
  • Direcionar o coachee a ter maior clareza sobre seus objetivos profissionais de curto, médio e longo prazo, estruturando sua Rota de Ação
  • Construir de um Plano de Carreira a partir de suas habilidades, competências, talentos, interesses, valores, missão, propósito.